"Os velhos, que
sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;" (Tito 2: 2).
Todo mundo sabe que quando somos
crianças, a nossa vida é mais intensa, inclusive, a nossa fé é sem receios, sem
oscilações. Hoje, peguei a minha sobrinha “negociando com Deus”, dizendo-lhe
muitos por-favores para que uma gata lá do sítio de meu pai desse à luz aos
seus gatinhos hoje! Eu só falei: “Que vergonha! Nique, não dá pra interromper o
ciclo dela, senão, ela morre!”, confesso que deixei ela um pouco assustada, mas,
me pus a pensar: “Será que em dias atuais não estamos interrompendo ciclos no
andar da fé, em prol de que “a coisa” gere algum proveito, algum lucro?”.
Sim! Há muitos, que por falta de
paciência, estão “empurrando” os outros para decisões precipitadas, inclusive,
insinuando que “o murro já é do Diabo”, tome a sua decisão; eles dizem. É
claro, Jesus advertiu quanto ao perigo de ser morno, tanto que em Apocalipse
está descrito assim: "Assim, porque
és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca."
(Apocalipse 3: 16), ou seja, Jesus sente ânsia, nojo, do “quase”! E também
afirmou: "Seja, porém, o vosso
falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência
maligna." (Mateus 5: 37), então, no reino de Deus, não existe espaço
pro “mais ou menos” ...
Mas também não existe espaço para
precipitação, ou seja, aos que são encostados na parede quanto ao que creem e
“esperam”, estes terão tremendo galardão por não se imporem, sendo muito
pacientes, como adverte Tiago: "Sabendo
que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos
e completos, sem faltar em coisa alguma." (Tiago 1: 3-4). Então, quando
estamos com algumas dúvidas e sem todo aquele vigor inconsequente da mocidade,
estaremos na verdade, ponderando “em cima do murro”, aguardando a confirmação
de Deus para daí sim, nos firmarmos, ao que Tiago adverte mais adiante: "Mas, sobretudo, meus irmãos, não
jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas
que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em
condenação." (Tiago 5: 12).
Essa prudência, em esperar em Deus,
como já declarava Davi: "Por que
estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em
Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus
meu." (Salmos 43: 5), essa prudência, gera fruto de fidelidade... pois
de nada adiante toda sabedoria e conhecimento se alguém não procura se
controlar, sendo paciente para avaliar primeiro, ou até, para ouvir mais do que
falar, como declarou Salomão: "Tens
visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que
para ele." (Provérbios 29: 20), ou seja, há um processo todo que
precisa ser respeitado e considerado para que os planos e as necessidades sejam
atendidas conforme a vontade de Deus, mas, para o bom êxito disso, às vezes, se
faz necessário esperar... e.... Esperar! Amém.
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