sábado, 2 de dezembro de 2017

Quase....

"Os velhos, que sejam sóbrios, graves, prudentes, sãos na fé, no amor, e na paciência;" (Tito 2: 2).

Todo mundo sabe que quando somos crianças, a nossa vida é mais intensa, inclusive, a nossa fé é sem receios, sem oscilações. Hoje, peguei a minha sobrinha “negociando com Deus”, dizendo-lhe muitos por-favores para que uma gata lá do sítio de meu pai desse à luz aos seus gatinhos hoje! Eu só falei: “Que vergonha! Nique, não dá pra interromper o ciclo dela, senão, ela morre!”, confesso que deixei ela um pouco assustada, mas, me pus a pensar: “Será que em dias atuais não estamos interrompendo ciclos no andar da fé, em prol de que “a coisa” gere algum proveito, algum lucro?”.
Sim! Há muitos, que por falta de paciência, estão “empurrando” os outros para decisões precipitadas, inclusive, insinuando que “o murro já é do Diabo”, tome a sua decisão; eles dizem. É claro, Jesus advertiu quanto ao perigo de ser morno, tanto que em Apocalipse está descrito assim: "Assim, porque és morno, e não és frio nem quente, vomitar-te-ei da minha boca." (Apocalipse 3: 16), ou seja, Jesus sente ânsia, nojo, do “quase”! E também afirmou: "Seja, porém, o vosso falar: Sim, sim; Não, não; porque o que passa disto é de procedência maligna." (Mateus 5: 37), então, no reino de Deus, não existe espaço pro “mais ou menos” ...
Mas também não existe espaço para precipitação, ou seja, aos que são encostados na parede quanto ao que creem e “esperam”, estes terão tremendo galardão por não se imporem, sendo muito pacientes, como adverte Tiago: "Sabendo que a prova da vossa fé opera a paciência. Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma." (Tiago 1: 3-4). Então, quando estamos com algumas dúvidas e sem todo aquele vigor inconsequente da mocidade, estaremos na verdade, ponderando “em cima do murro”, aguardando a confirmação de Deus para daí sim, nos firmarmos, ao que Tiago adverte mais adiante: "Mas, sobretudo, meus irmãos, não jureis, nem pelo céu, nem pela terra, nem façais qualquer outro juramento; mas que a vossa palavra seja sim, sim, e não, não; para que não caiais em condenação." (Tiago 5: 12).

Essa prudência, em esperar em Deus, como já declarava Davi: "Por que estás abatida, ó minha alma? E por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, o qual é a salvação da minha face e Deus meu." (Salmos 43: 5), essa prudência, gera fruto de fidelidade... pois de nada adiante toda sabedoria e conhecimento se alguém não procura se controlar, sendo paciente para avaliar primeiro, ou até, para ouvir mais do que falar, como declarou Salomão: "Tens visto um homem precipitado no falar? Maior esperança há para um tolo do que para ele." (Provérbios 29: 20), ou seja, há um processo todo que precisa ser respeitado e considerado para que os planos e as necessidades sejam atendidas conforme a vontade de Deus, mas, para o bom êxito disso, às vezes, se faz necessário esperar... e.... Esperar! Amém. 

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