“Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Errais, não conhecendo as
Escrituras, nem o poder de Deus.
” (Mateus 22: 29
ARC) ..."E o Verbo se fez carne, e
habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade."
(João 1: 14 ABSVD Freeware).
A exegese na forma como é aplicada
nos “círculos teológicos atuais”, vem empregando um fundamentalismo retrógrado que
ignora a realidade do homem subjugando tudo entre Deus e o Diabo,
desconsiderando-se o papel do homem, como se estivéssemos “tirando o nosso time
de campo”, empurrando a obra da fé “nas costas de Deus”, de maneira que tudo se
torna “terceirizado a um sistema” (Tanto psíquico como espiritual enteando uma
rede carmática), como se a ideia dos
pregadores fosse colocar tudo no “automático” (ou na Palavra, ignorando os
argumentos que se renovam e são o verdadeiro fermento do Reino de Deus) impondo
o cumprimento de uma doutrina, aliás, aceitação de uma doutrina... Em virtude
de um império clérigo de alguns poucos que se consideram iluminados, ao ponto
de se acharem: “os donos da verdade”, procurando manipular, ou alienar a todo e
qualquer aderente de seus pensamentos que eles “comprovam” pela Bíblia (Esta é
a denúncia centrada na seguinte mensagem que se segue...).
A melhor forma Hermenêutica é aquela
que se baseia em constatações explícitas, quando por exemplo, a Bíblia fala
claramente mesmo que por traduções diferentes, que mesmo assim, compreendem o
mesmo conceito e dogma proveniente de uma verdade objetiva... um exemplo que
poderíamos citar se constata no seguinte: "Porque
em Jesus Cristo nem a circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo
amor." (Gálatas 5: 6). Neste sentido, “usar os óculos de Deus”,
analisando tudo pela ótica do amor, sendo o amor em todas as suas formas de
interpretação, compreende-se que naquilo à que nos mantemos fiéis, é aquilo que
propaga pela nossa vida. Se apenas conhecimento, ou também, prática! O que
alude à uma tipologia que ilumina uma nova realidade, e que se não for assim,
está contra Deus.
Assim, a providência de Deus em ação
na Palavra, na pregação, só tem sentido, se trouxermos o texto para o contexto
atual em sua relevância, ou seja, só tem sentido Deus falar se há uma obra a
ser realizada através deste falar, nesse sentido, a hermenêutica bíblica deve
se situalizar na realidade e no
contexto da necessidade de cada cultura a que pretende se instalar e não na
cultura passada a que foi providenciada, o que seria regresso, assim, toda
hermenêutica exegética das Escrituras se cultua à um propósito de providência
para sobrepor a uma tarefa nova, e não à uma reposição fundamentalista em
sobrepujar o literal como evidência da verdade e autenticidade do texto em si.
Em outras palavras, o Verbo, não precisa provar, porém, cabe a nós permitirmos
a Sua manifestação em sentido construtivo... evidenciando em nós uma semelhança
que se faz reconhecimento de sermos d’Ele. Atraindo para Ele, seja por nossas
atitudes como pelo nosso “caráter”, no qual, se situa nossa real qualidade de
vida. Também, isso evidencia em nós um profundo “temor e tremor” ao Altíssimo.
Desse modo, percebe-se que em dias
atuais, há uma exegese que abafa o poder de Deus em sua essência, subjugando a
vontade de Deus ao capricho do homem, no sentido que a Bíblia se torna um
contexto didático de maneira histórica. Sendo sem providência para a realidade
atual num propósito explicitamente discernido. Esquecendo assim a pregação
atual da ênfase motivacional à que a palavra se propaga, como o estímulo pelo
amor à vida, de modo que vem se tornando cada vez mais em um alicerce distorcido em
sua objetividade do plano de Deus... Plano, que deveria ser aceito em nossa realidade
sem que à abandonássemos, mas confiantes em Sua providência, intervíssemos!!
Pelo que toda a obra de Cristo se
estende à uma motivacionalidade no
amor de Deus em aspecto de ordem, constituindo lideranças. Ao que os apóstolos
exerceram o mesmo “papel”, motivando as pessoas em suportar a realidade, em
esperança de vida eterna no por vir.
Nesse aspecto, a exegese só apresenta
utilidade se nos conduz “nas pisadas de Cristo”. Ou, em Sua ótica... o que nos
impulsiona a uma ação segura. Lógico que há de se tratar também os perigos do
radicalismo eisegético, com séria
tolerância aproveitando-se esta ansiedade pela plenitude da verdade não com
debates desgastantes, mas como um acaloramento que em verdade se torna numa
oportunidade de lançar sementes. Sendo que o que é descartável, passará, mas
Cristo, prevalecerá.
Assim, essa tal Eisegese, que se fundamenta em “achismos”, especulando a Bíblia, se
manifesta devido ao abismo cultural que o texto literal, ou, a exegese
histórica possibilita, por suas especulações fundamentalistas... devido ao
contexto do escritor sagrado estar em outro padrão cultural. De maneira que a
hermenêutica bíblica possibilita uma confirmação de uma doutrina mais do que
uma interpretação providenciada.
Sendo que tanto a exegese como a
eisegese, produzem os mesmos efeitos quando não é Deus falando, mas o homem
ministrando aquilo que pertence ao encargo de Deus, ao que Jesus salienta: "Então Jesus disse-lhe: Embainha a tua
espada; porque todos os que lançarem mão da espada, à espada
morrerão." (Mateus 26: 52), ou seja, todo aquele que manobra a “espada
do Espírito”, tenta toma-la de Deus, porque a pregação pertence a Deus antes de
vir ao homem, pelo que só por consagração nos é permitido pregar, e de acordo
ao chamado: "Tomai também o capacete da
salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus;" (Efésios 6: 17), ao que Paulo nos
incita à consagração, sem a qual, não há eficiência na pregação. Também, à que
nos purifiquemos pela obediência, de modo que há sim uma exegese que nos
aproxima mais do autêntico cânon espiritual, e assim, nos motiva a uma ação por
obediência à revelação.
Porém, um axioma canônico não tem
efeito se for aplicado de forma literal em um contexto adverso à realidade que
se propõe, sendo apenas algo ilustrativo de algo espiritual, que só é dado por
revelação inserindo-se numa nova realidade. Por isso, fundamentalizá-lo, é
alienar o ouvinte à um propósito subjetivo e mascarado, ao desígnio de quem
profetiza, pelo que Paulo adverte: "E os espíritos dos profetas estão sujeitos aos profetas." (1ª Coríntios 14: 32), sendo o
conhecimento que se tem em mente, é fundamental que seja ignorado para que a
profecia seja conforme a vontade de Deus, guardando-se apenas o conhecimento de
Deus “sobreposto”, e não subjacente aos entendimentos forçados, ao que lemos: “Que desfaço os sinais dos profetizadores de mentiras e enlouqueço os
adivinhos; que faço tornar atrás os
sábios, cujo saber converto em loucuras; que confirmo a palavra do meu
servo e cumpro o conselho dos meus mensageiros;” (Isaías 44: 25-26a
ARA), como Paulo também disse: "E eu estive
convosco em fraqueza, e em temor, e em grande tremor." (1ª Coríntios 2: 3), sendo que Paulo
ignorou conhecer para que seus conhecimentos não interferissem em sua profecia,
ao que se torna verdadeiro o que nos lembra Pedro: "Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem
algum, mas os homens santos [consagrados] de Deus falaram inspirados pelo Espírito
Santo." (2ª Pedro 1: 21).
O que significa que o conhecimento
sem consagração, esfria o poder. De modo que um “esvaziamento”, discernimento,
não literalmente o completo abandono, mas sim, uma assimilação coerente com a
necessidade espiritual e a compreensão que se tem da realidade no plano de
Deus, se faz necessário para que a Palavra surta efeito, gerando a plenitude da
salvação.
Nesse sentido, proponho o conceito de
“Teometasofia”, que é revelação ainda
não concebida, um “a priori” de uma essência profética. Ou seja, Teometasofia,
é estar adiantado ao tempo normal, ou comum aos demais, sabendo-se coisas
transcendentes ao que é óbvio. Ou seja, a Teometasofia engloba sabedorias
inconscientes ao pensamento lúcido. Estando no onisciente de Deus, porém, ainda
não revelado, sendo reservado para a própria glória de Deus, e manifesto em
tempo determinado, e conforme a busca pela verdade do discípulo de Cristo.
Sendo a Teometasofia o subentendimento
do futuro e a expectação da própria eternidade em sua manifestação.
De maneira que Deus age pela Teometasofia,
sendo ela uma forma de compreensão do espírito dos profetas, que é a essência
mais pura da verdade, a fim de que os homens sejam provados. Também, ela é a
porta da profecia, pelo que Amós declara: "Certamente
o Senhor DEUS não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus
servos, os profetas." (Amós 3: 7), assim a hermenêutica histórica,
sobrecarrega a genuinidade profética. Pelo que apóstolos e profetas, “formados”
sem chamado, “tiram o corpo fora”, ou atribuindo tudo entre Deus e o Diabo, ou,
atribuindo a Bíblia por mero conceito didático, como se fosse um livro de
“historinhas”, e até, de mitos, impulsionando comportamentos de misticismo à
alegoria de poderes e magias, quando não, ao oposto radical disso... sendo que
o verdadeiro profeta e apóstolo, se abstém da eisegese e da exegese, não
obedecendo uma hermenêutica literal, ao ponto que se fundamentam apenas em fé
na providência de Deus, ao que o próprio Jesus declara: "Mas, quando vos entregarem, não vos dê cuidado como, ou o que
haveis de falar, porque naquela mesma hora vos será ministrado o que haveis de
dizer." (Mateus 10: 19).
Sendo que a fé que opera pelo amor, é
a síntese mais alta do axioma bíblico. De maneira que o próprio Jesus declara: "Destes dois mandamentos dependem toda
a lei e os profetas." (Mateus 22: 40), ou seja, da atenção a Deus, e
também a atenção e cuidado do próximo. Sendo que sem amor, de nada adianta toda
a bagagem cultural, que se torna deslocada da realidade de Deus e da
necessidade do ouvinte. Inclusive, a própria fé acha bases se estabelecendo em
crendices e superstições, ou seja, torna-se inútil.
Assim, proponho o desenvolvimento de
uma hermenêutica baseada na vontade de Deus, e não propriamente na cultura e
especulação em suposições “do que seria” a vontade de Deus, que então, seria
baseada em dúvidas, questões, não propriamente em aceitar e compreender que
Jesus é o centro do plano de Deus, ao que se tem de ter fé que é Jesus que
providencia e nós meramente obedecemos aplicando autodomínio como disciplina
para que Ele se achegue à nós, revidando às tentações de Satanás, para que
Jesus se aproxime como tem proposto em seu coração a nosso respeito. Pelo que
recebemos a Sua bênção e nela perseveramos em fidelidade à Sua revelação.
Guardando em nosso coração o que já temos por discernido ser a Sua vontade.
Sabendo que a Sua unção para cada um
de nós, reivindica que nos relacionemos com Ele num vínculo que propaga união
comunitária, de maneira que por vezes percebe-se no mundo uma união maior entre
o próprio Diabo e os seus do que naqueles que se intitulam de Cristo, que sem
discernimento não se exercitam no amor, sendo necessário uma atenção maior para
que se compreenda o que Deus espera de nós, ao ponto que a Sua vontade seja
executada.... Finalizo apenas dizendo que não adianta “bagagem, se não tiver o
bilhete de passagem”, que é um vínculo com o Criador. Amém.