Eu entendi bem? Ou não parece que
Jesus fez uma simpatia para curar um cego?! O que você acha?
O rito e a superstição sempre
estiveram presentes nos caminhos da fé, da Igreja, inclusive, para alguns
parece impossível adorar a Deus se eles não estiverem presentes, como é o caso
da Santa Ceia e do Batismo! Tudo bem! Como disse Paulo, se alguém se achar
“evoluído”, que não escandalize os outros apegados a essas coisas, veja: "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante
de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que
aprova." (Romanos 14: 22), porém, é impossível que haja adoração a
Deus, sem que, nessa adoração, não aconteça a tal da “materialização da fé”, os
tais pontos de contato em Deus, que são os rituais e as “seguranças”, como exemplo
clássico disso, temos o caso daquele momento em que uma mulher tocou nas vestes
de Jesus, na certeza, ou segurança, dela de que bastaria tocar nas vestes de
Jesus para ela ser curada, o que de fato aconteceu, veja: "E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra,
voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?"
(Marcos 5: 30).
Também os próprios apóstolos tiveram
experiências semelhantes, como no caso de Pedro: "De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham
em leitos e em camilhas para que ao
menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles."
(Atos 5: 15), também com o apóstolo Paulo se deu algo semelhante, veja: "De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as
enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam." (Atos 19:
12).
E também, no tempo do Antigo
Testamento, se está repleto de exemplos semelhantes, quero recordar agora
apenas de dois mais conhecidos, veja: "E
ele disse: Trazei-me um prato novo, e ponde nele sal. E lho trouxeram. Então saiu ele ao manancial
das águas, e deitou sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Sararei a estas
águas; e não haverá mais nelas morte nem esterilidade." (2ª Reis 2: 20-21), isso, sucedeu
com Eliseu, porém, Isaías também tem um caso clássico, veja: "Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de
figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou." (2ª Reis
20: 7), é sabido, entre os mais idosos, que o “leite da figueira”, a sua seiva,
é ótima para curar feridas incuráveis, ou seja, talvez esteja na Bíblia uma
receita de remédio ao invés de tentar o poder de Deus, também Paulo recomendou
um “certo remédio” para Timóteo, quando lhe escreve: "Não bebas mais água só, mas usa
de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes
enfermidades." (1ª Timóteo 5: 23) ... o vinho fortalece o sangue!
Lógico, quando bebido moderadamente, pois até no Paraíso haverá vinho, ou não
está declarado? (:) "E digo-vos que,
desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo
convosco no reino de meu Pai." (Mateus 26: 29), isso são palavras de
Jesus!
Interessante talvez seria lembrar de
outra simpatia de Eliseu, veja: “E
sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e
disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.
E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez
flutuar o ferro. ” (2ª Reis 6: 5-6), já pensou? Cortar um galhinho e
jogá-lo onde certamente poderia ter uma barra de ouro e ela vir a flutuar, será
que daria certo? Precisando de muito dinheiro para quitar aquela dívida, você
arriscaria?
Há corrente entre alguns cristãos que
quem está de bem com Deus não pode ficar doente, por causa dum conceito chamado
de “poder da unção”, ou seja, se alguém é cheio do Espírito Santo, deveria ser
perfeito para ser digno de crédito! Tais cristãos se baseiam no seguinte texto:
"Está alguém entre vós doente? Chame
os presbíteros da igreja, e orem sobre
ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e
o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão
perdoados." (Tiago 5: 14-15) ... e agora? Podemos
ignorar esta recomendação de Tiago? Ou realmente, as vezes, Deus testa a nossa
fé, como fez com Abraão, ao “pedir-lhe” seu filho Isaque? Em sacrifício? Ou
aquilo era delírio de Abraão, sabendo que ele pensava que Deus era poderoso
para ressuscitá-lo das cinzas, já que também está escrito: "E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de
Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem
veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a
Judá." (Jeremias 32: 35), ou seja, Deus nunca pediu alguém em
sacrifício, mesmo, que tenha oferecido seu próprio Filho unigênito em
sacrifício pela humanidade...
Quanta loucura ainda mais se verá em
nome de uma fé apegada a provas? Se Deus já deu prova de tudo? E como Jesus
mesmo disse: "Disse-lhe Jesus:
Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados
os que não viram e creram." (João 20: 29), amém. Espera!...
Só mais uma coisa: “Chegada a tarde,
trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e
ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os
que estavam doentes; (Mateus 8: 16 ARA), precisa gritar? Implorar? Fazer “campanha”?
Ou não há mais poder nesse Deus, ou pior, fé em nós? Se basta a palavra? Pense!! No que você está agarra? Qual é a sua segurança? A PALAVRA?

Nenhum comentário:
Postar um comentário