domingo, 10 de dezembro de 2017

"Simpatias" no Reino!

Eu entendi bem? Ou não parece que Jesus fez uma simpatia para curar um cego?! O que você acha?
O rito e a superstição sempre estiveram presentes nos caminhos da fé, da Igreja, inclusive, para alguns parece impossível adorar a Deus se eles não estiverem presentes, como é o caso da Santa Ceia e do Batismo! Tudo bem! Como disse Paulo, se alguém se achar “evoluído”, que não escandalize os outros apegados a essas coisas, veja: "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova." (Romanos 14: 22), porém, é impossível que haja adoração a Deus, sem que, nessa adoração, não aconteça a tal da “materialização da fé”, os tais pontos de contato em Deus, que são os rituais e as “seguranças”, como exemplo clássico disso, temos o caso daquele momento em que uma mulher tocou nas vestes de Jesus, na certeza, ou segurança, dela de que bastaria tocar nas vestes de Jesus para ela ser curada, o que de fato aconteceu, veja: "E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão, e disse: Quem tocou nas minhas vestes?" (Marcos 5: 30).
Também os próprios apóstolos tiveram experiências semelhantes, como no caso de Pedro: "De sorte que transportavam os enfermos para as ruas, e os punham em leitos e em camilhas para que ao menos a sombra de Pedro, quando este passasse, cobrisse alguns deles." (Atos 5: 15), também com o apóstolo Paulo se deu algo semelhante, veja: "De sorte que até os lenços e aventais se levavam do seu corpo aos enfermos, e as enfermidades fugiam deles, e os espíritos malignos saíam." (Atos 19: 12).
E também, no tempo do Antigo Testamento, se está repleto de exemplos semelhantes, quero recordar agora apenas de dois mais conhecidos, veja: "E ele disse: Trazei-me um prato novo, e ponde nele sal. E lho trouxeram. Então saiu ele ao manancial das águas, e deitou sal nele; e disse: Assim diz o SENHOR: Sararei a estas águas; e não haverá mais nelas morte nem esterilidade." (2ª Reis 2: 20-21), isso, sucedeu com Eliseu, porém, Isaías também tem um caso clássico, veja: "Disse mais Isaías: Tomai uma pasta de figos. E a tomaram, e a puseram sobre a chaga; e ele sarou." (2ª Reis 20: 7), é sabido, entre os mais idosos, que o “leite da figueira”, a sua seiva, é ótima para curar feridas incuráveis, ou seja, talvez esteja na Bíblia uma receita de remédio ao invés de tentar o poder de Deus, também Paulo recomendou um “certo remédio” para Timóteo, quando lhe escreve: "Não bebas mais água só, mas usa de um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades." (1ª Timóteo 5: 23) ... o vinho fortalece o sangue! Lógico, quando bebido moderadamente, pois até no Paraíso haverá vinho, ou não está declarado? (:) "E digo-vos que, desde agora, não beberei deste fruto da vide, até aquele dia em que o beba novo convosco no reino de meu Pai." (Mateus 26: 29), isso são palavras de Jesus!
Interessante talvez seria lembrar de outra simpatia de Eliseu, veja: “E sucedeu que, derrubando um deles uma viga, o ferro caiu na água; e clamou, e disse: Ai, meu senhor! ele era emprestado.  E disse o homem de Deus: Onde caiu? E mostrando-lhe ele o lugar, cortou um pau, e o lançou ali, e fez flutuar o ferro. ” (2ª Reis 6: 5-6), já pensou? Cortar um galhinho e jogá-lo onde certamente poderia ter uma barra de ouro e ela vir a flutuar, será que daria certo? Precisando de muito dinheiro para quitar aquela dívida, você arriscaria?
Há corrente entre alguns cristãos que quem está de bem com Deus não pode ficar doente, por causa dum conceito chamado de “poder da unção”, ou seja, se alguém é cheio do Espírito Santo, deveria ser perfeito para ser digno de crédito! Tais cristãos se baseiam no seguinte texto: "Está alguém entre vós doente? Chame os presbíteros da igreja, e orem sobre ele, ungindo-o com azeite em nome do Senhor; e a oração da fé salvará o doente, e o Senhor o levantará; e, se houver cometido pecados, ser-lhe-ão perdoados."  (Tiago 5: 14-15) ... e agora? Podemos ignorar esta recomendação de Tiago? Ou realmente, as vezes, Deus testa a nossa fé, como fez com Abraão, ao “pedir-lhe” seu filho Isaque? Em sacrifício? Ou aquilo era delírio de Abraão, sabendo que ele pensava que Deus era poderoso para ressuscitá-lo das cinzas, já que também está escrito: "E edificaram os altos de Baal, que estão no Vale do Filho de Hinom, para fazerem passar seus filhos e suas filhas pelo fogo a Moloque; o que nunca lhes ordenei, nem veio ao meu coração, que fizessem tal abominação, para fazerem pecar a Judá." (Jeremias 32: 35), ou seja, Deus nunca pediu alguém em sacrifício, mesmo, que tenha oferecido seu próprio Filho unigênito em sacrifício pela humanidade...

Quanta loucura ainda mais se verá em nome de uma fé apegada a provas? Se Deus já deu prova de tudo? E como Jesus mesmo disse: "Disse-lhe Jesus: Porque me viste, Tomé, creste; bem-aventurados os que não viram e creram." (João 20: 29), amém. Espera!... Só mais uma coisa: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos e curou todos os que estavam doentes; (Mateus 8: 16 ARA), precisa gritar? Implorar? Fazer “campanha”? Ou não há mais poder nesse Deus, ou pior, fé em nós? Se basta a palavra? Pense!! No que você está agarra? Qual é a sua segurança? A PALAVRA? 

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