Por muito tempo eu sempre pensava que
tudo deveria ser perdoado, afinal, quem sou eu para julgar o próximo? Além do
mais, ao perdoar, existe intercessão. Porém, ao “sermos tornados” justos em semelhança de Jesus, Deus nos dá o direito de convencermos os outros acerca do
Juízo, caso estes não queiram progredir na fé! Veja: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e
do juízo." (João 16: 8), e mais: "Se
alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a
vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não
digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há
pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17).
Se toda maldade é pecado (dívida), justiça
seria maldade??? Uma vez que por muitos momentos, a justiça se caracteriza,
muito mais em punição, do que em perdão? Ou, asseverando juízo justamente
porque há justos? E seria correto que por causa do esforço deles de se
justificar, o esforço deles deveria ser recompensado com a punição dos que não
se esforçam? Como fica isso? Teria Deus preferências? Pode piedade virar motivo
de ira divina para com os demais?
Resposta: "Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi agora, ó
casa de Israel: Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos
caminhos tortuosos? Desviando-se o justo da
sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na iniquidade, que
cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e
procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que
reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu;
certamente viverá, não morrerá. Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do
Senhor não é direito. Porventura não são direitos os meus caminhos, ó casa de
Israel? E não são tortuosos os vossos caminhos? Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó
casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as
vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai
de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um
coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa
de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei." (Ezequiel 18: 25-32).
Desse modo, quanto à questão da
equidade entre justo e ímpio (porque não pode haver acepção de pessoas, ou, o
joio e o trigo crescem juntos, pois Deus não age com preferências, mas,
aplicando a Lei), fica notório que devemos “assimilar”, ou observar a relação
de ambos com a sua vida financeira, ou terrestre, e a vida eterna, ou, o seu “bolso”
e o espírito! Porque se soubermos administrar bem coisas “injustas”, (porque o
mundo é injusto, e não Deus), administrando coerentemente o “bolso”, temos
direito ao que é santo, espiritual (direito a verdade e a vida plena), como
Jesus mesmo declarou: "Pois, se nas
riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?" (Lucas
16: 11), o que nos dá a entender que crescimento espiritual, só adquire aquele
que entende o princípio das vacas gordas e das magras, ou seja, aquele que
poupa quando tem abundância e usufrui das reservas em tempos difíceis....
E como declarou Paulo: “Não
digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que
tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a
maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter
fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas
em Cristo que me fortalece. ” (Filipenses 4: 11-13), sendo que
“espiritualidade” têm ligação intrínseca com dívidas, ou, os nossos caminhos refletem nossas intenções.
E dívidas espirituais, pecados,
prosperam com, e quando, não se tem autodomínio, autocontrole, portanto,
gastança gera carência, e carência, por sua vez, cobiça (ou, dívida
espiritual), virando numa “bola de neve” que se abastece, dessa forma, do fato
de não se fugir desse círculo-vicioso. Como adverte Salomão: "Afasta de mim a vaidade e a palavra
mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha
porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a
dizer: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome
de Deus em vão." (Provérbios 30: 8-9).
Sendo assim, se há dívidas de amor (como
cobiça e egoísmo), possivelmente, podem ser recorrentes de abusos de poder, de
autoridade, mas também de abusos de “direitos”, de bajulações, por se achar
mais justo que os demais, em virtude de status e facilitações provindas de
“favores” sem que se pense em primeiro fazer “boa administração”, mesmo que de
migalhas, mas fundamental para que se possa viver saudavelmente na abundância
de graça, na fartura, que seriam dias de avivamento espiritual crescentes pelo
temor e respeito à Deus, e com cuidado da Criação.
Então, mesmo que a corrupção ganhe
terreno, vale lembrar que jamais podemos embarcar nela, ou nos esquecemos? (:) "Porque Deus há de trazer a juízo toda
a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau."
(Eclesiastes 12: 14). Ou seja, haverá juízo! E como lemos: “.... Portanto, eu vos julgarei,
cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS.
Tornai-vos, e convertei-vos...”, sendo extremamente saudável que
procuremos perdoar, sem esquecer de admoestar, mesmo que não se tenha mérito,
como disse Jesus: "E eu vos digo:
Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos
faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos." (Lucas 16: 9),
em outras palavras: “Propinai santidade com os santos para que eles te
considerem colaborador do bem, ou, do Reino, para que quando se assentarem em
seus tronos, lhe confiram santidade, absolvição, em razão do teu apoio ao
Evangelho, à verdade. ”, e como disse Paulo: "Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para
glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?" (Romanos
3: 7), ...
Agora pergunto: “–Que tens feito para quitar as tuas dívidas? ”, pense um instante
em Zaqueu: "E, levantando-se Zaqueu,
disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou
aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o
restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta
casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio
buscar e salvar o que se havia perdido." (Lucas 19: 8-10). Zaqueu
entendeu que mesmo “perdendo”, não lucrando às custas dos outros, ele em
verdade estava prosperando para receber um tesouro maior, que era a integridade
que lhe premiava com o Céu, a vida eterna, a sobrevir em dias futuros, pois com
a morte, nem tudo acaba, mas, apenas aquilo que é terrestre. Amém?

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