terça-feira, 23 de janeiro de 2018

Dívidas! "Ai de mim".

Por muito tempo eu sempre pensava que tudo deveria ser perdoado, afinal, quem sou eu para julgar o próximo? Além do mais, ao perdoar, existe intercessão. Porém, ao “sermos tornados” justos em semelhança de Jesus, Deus nos dá o direito de convencermos os outros acerca do Juízo, caso estes não queiram progredir na fé! Veja: "E, quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, e da justiça e do juízo." (João 16: 8), e mais: "Se alguém vir pecar seu irmão, pecado que não é para morte, orará, e Deus dará a vida àqueles que não pecarem para morte. Há pecado para morte, e por esse não digo que ore. Toda a iniquidade é pecado, e há pecado que não é para morte." (1ª João 5: 16-17).
Se toda maldade é pecado (dívida), justiça seria maldade??? Uma vez que por muitos momentos, a justiça se caracteriza, muito mais em punição, do que em perdão? Ou, asseverando juízo justamente porque há justos? E seria correto que por causa do esforço deles de se justificar, o esforço deles deveria ser recompensado com a punição dos que não se esforçam? Como fica isso? Teria Deus preferências? Pode piedade virar motivo de ira divina para com os demais?
Resposta: "Dizeis, porém: O caminho do Senhor não é direito. Ouvi agora, ó casa de Israel: Porventura não é o meu caminho direito? Não são os vossos caminhos tortuosos? Desviando-se o justo da sua justiça, e cometendo iniquidade, morrerá por ela; na iniquidade, que cometeu, morrerá. Mas, convertendo-se o ímpio da impiedade que cometeu, e procedendo com retidão e justiça, conservará este a sua alma em vida. Pois que reconsidera, e se converte de todas as suas transgressões que cometeu; certamente viverá, não morrerá. Contudo, diz a casa de Israel: O caminho do Senhor não é direito. Porventura não são direitos os meus caminhos, ó casa de Israel? E não são tortuosos os vossos caminhos? Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos de todas as vossas transgressões, e a iniquidade não vos servirá de tropeço. Lançai de vós todas as vossas transgressões com que transgredistes, e fazei-vos um coração novo e um espírito novo; pois, por que razão morreríeis, ó casa de Israel? Porque não tenho prazer na morte do que morre, diz o Senhor DEUS; convertei-vos, pois, e vivei." (Ezequiel 18: 25-32).
Desse modo, quanto à questão da equidade entre justo e ímpio (porque não pode haver acepção de pessoas, ou, o joio e o trigo crescem juntos, pois Deus não age com preferências, mas, aplicando a Lei), fica notório que devemos “assimilar”, ou observar a relação de ambos com a sua vida financeira, ou terrestre, e a vida eterna, ou, o seu “bolso” e o espírito! Porque se soubermos administrar bem coisas “injustas”, (porque o mundo é injusto, e não Deus), administrando coerentemente o “bolso”, temos direito ao que é santo, espiritual (direito a verdade e a vida plena), como Jesus mesmo declarou: "Pois, se nas riquezas injustas não fostes fiéis, quem vos confiará as verdadeiras?" (Lucas 16: 11), o que nos dá a entender que crescimento espiritual, só adquire aquele que entende o princípio das vacas gordas e das magras, ou seja, aquele que poupa quando tem abundância e usufrui das reservas em tempos difíceis....
E como declarou Paulo: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece. ” (Filipenses 4: 11-13), sendo que “espiritualidade” têm ligação intrínseca com dívidas, ou, os nossos caminhos refletem nossas intenções.
E dívidas espirituais, pecados, prosperam com, e quando, não se tem autodomínio, autocontrole, portanto, gastança gera carência, e carência, por sua vez, cobiça (ou, dívida espiritual), virando numa “bola de neve” que se abastece, dessa forma, do fato de não se fugir desse círculo-vicioso. Como adverte Salomão: "Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o SENHOR? Ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão." (Provérbios 30: 8-9).
Sendo assim, se há dívidas de amor (como cobiça e egoísmo), possivelmente, podem ser recorrentes de abusos de poder, de autoridade, mas também de abusos de “direitos”, de bajulações, por se achar mais justo que os demais, em virtude de status e facilitações provindas de “favores” sem que se pense em primeiro fazer “boa administração”, mesmo que de migalhas, mas fundamental para que se possa viver saudavelmente na abundância de graça, na fartura, que seriam dias de avivamento espiritual crescentes pelo temor e respeito à Deus, e com cuidado da Criação.
Então, mesmo que a corrupção ganhe terreno, vale lembrar que jamais podemos embarcar nela, ou nos esquecemos? (:) "Porque Deus há de trazer a juízo toda a obra, e até tudo o que está encoberto, quer seja bom, quer seja mau." (Eclesiastes 12: 14). Ou seja, haverá juízo! E como lemos: “.... Portanto, eu vos julgarei, cada um conforme os seus caminhos, ó casa de Israel, diz o Senhor DEUS. Tornai-vos, e convertei-vos...”, sendo extremamente saudável que procuremos perdoar, sem esquecer de admoestar, mesmo que não se tenha mérito, como disse Jesus: "E eu vos digo: Granjeai amigos com as riquezas da injustiça; para que, quando estas vos faltarem, vos recebam eles nos tabernáculos eternos." (Lucas 16: 9), em outras palavras: “Propinai santidade com os santos para que eles te considerem colaborador do bem, ou, do Reino, para que quando se assentarem em seus tronos, lhe confiram santidade, absolvição, em razão do teu apoio ao Evangelho, à verdade. ”, e como disse Paulo: "Mas, se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que sou eu ainda julgado também como pecador?" (Romanos 3: 7), ...

Agora pergunto: “–Que tens feito para quitar as tuas dívidas? ”, pense um instante em Zaqueu: "E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido." (Lucas 19: 8-10). Zaqueu entendeu que mesmo “perdendo”, não lucrando às custas dos outros, ele em verdade estava prosperando para receber um tesouro maior, que era a integridade que lhe premiava com o Céu, a vida eterna, a sobrevir em dias futuros, pois com a morte, nem tudo acaba, mas, apenas aquilo que é terrestre. Amém?

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