quarta-feira, 17 de janeiro de 2018

Lutando com poder!

Dura coisa é quando se ouve aquela frase: “Não tem mais o que fazer”!
E em meio a inconformação se busca a manifestação do poder de Deus, e parece, que quanto mais se luta, mais distante se torna o alívio... porém, há momentos em que parece que o “Céu desce”! E nessas horas de glória, como é mais correto e mais fácil proceder, ou até, exercer poder, com raiva? Revolta? Ou por alegria, em regozijo, e ou, compaixão? Ou simplesmente: obedecendo? E permitindo o controle para Deus?
Há um momento bíblico em que parece que Jesus agiu com raiva, revolta, em razão fútil, veja: "E, de manhã, voltando para a cidade, teve fome; e, avistando uma figueira perto do caminho, dirigiu-se a ela, e não achou nela senão folhas. E disse-lhe: Nunca mais nasça fruto de ti! E a figueira secou imediatamente." (Mateus 21: 18-19). Se Jesus fez certo ou errado, isso vai da consciência d’Ele! Porém, nós, no calor das emoções, quantas pessoas temos amaldiçoado em meio a nossa revolta? E a quem temos abençoado porque nos agradou? Afinal, não advertiu o apóstolo Tiago? (:) "De uma mesma boca procede bênção e maldição. Meus irmãos, não convém que isto se faça assim." (Tiago 3: 10).
Jesus, naquela ocasião, usou dela para nos ensinar uma coisa, veja: "Jesus, porém, respondendo, disse-lhes: Em verdade vos digo que, se tiverdes fé e não duvidardes, não só fareis o que foi feito à figueira, mas até se a este monte disserdes: Ergue-te, e precipita-te no mar, assim será feito;" (Mateus 21: 21), ou seja, aquela maldição “pegou”, porque havia fé nela! Do mesmo modo, muitos fazem uso das Escrituras Sagradas para amaldiçoar, ou obter favores de Deus, inclusive, orando para que “a mão de Deus pese” contra aqueles que não nos agradam, ou não nos aceitam, temos compreensão disso? Do que edifica, e do que destrói? Mesmo que seja num mero juízo temerário em nossa mente?
E esse discernimento espiritual, só é dado aos que vão entesourando salvação! E essa profundidade do “oceano de Deus”, dos seus mistérios, não é para todos, de modo que Jesus se alegra com esta “manifestação do poder do Pai” em conceder revelação, ao que está declarado: "Naquela mesma hora se alegrou Jesus no Espírito Santo, e disse: Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, que escondeste estas coisas aos sábios e inteligentes, e as revelaste às criancinhas; assim é, ó Pai, porque assim te aprouve." (Lucas 10: 21).
Portanto, mantenhamos cuidado em não querer desafiar a Jesus em nossa inconformação, como fizeram os judeus que foram envergonhados na ocasião da morte de Lázaro, porque não aceitavam perder o posto de suas vidas para Jesus, ao que está descrito: “Jesus chorou. Disseram, pois, os judeus: Vede como o amava. E alguns deles disseram: Não podia ele, que abriu os olhos ao cego, fazer também com que este não morresse? Jesus, pois, movendo-se outra vez muito em si mesmo, veio ao sepulcro; e era uma caverna, e tinha uma pedra posta sobre ela. Disse Jesus: Tirai a pedra. Marta, irmã do defunto, disse-lhe: SENHOR, já cheira mal, porque é já de quatro dias. Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que, se creres, verás a glória de Deus?” (João 11: 35-40).
Jesus tem as suas razões para se manifestar como se manifestou e ainda se manifesta... inclusive, levando os nossos queridos! Que compreendamos e aceitemos os seus meios em nos consolar, como vimos no texto inicial: “...ainda que esteja morto, viverá...”. Ou seja, se partiu para o Além, está num sono feliz, e nós que ficamos, saibamos que a morte não é verdadeiramente morte se continuarmos firmes obedecendo a Jesus, abnegando de nossa vida ao seu cuidado, mesmo que a nossa fé chegue ao ridículo e espúrio, e um verdadeiro deboche aos que se contrapõe à nossas convicções, como está descrito: “...porque é coisa agradável que alguém, por causa da consciência para com Deus, sofra agravos, padecendo injustamente. Porque que glória será essa, se, pecando, sois esbofeteados e sofreis? Mas, se fazendo o bem, sois afligidos e o sofreis, isso é agradável a Deus. ” (1ª Pedro 2: 19-20).
Deus tem consideração por tua fé! Por teus sentimentos, seja eles agressivos ou amorosos, o que importa, é que com esta fé e sentimentos, você vá se relacionando com Ele, Criador, que te esclarecerá tudo em tempo oportuno, do porquê que teve de ser assim! Afinal: "Ora, sem fé é impossível agradar-lhe; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam." (Hebreus 11: 6), se acaso a tua fé ainda não é pura em humildade (como vimos ontem), tente lavá-la com as suas lágrimas! Se até Jesus chorou, porque que nós hesitaríamos?

Lembre-se: “se fazendo o bem, seja necessário prosseguir combatendo até a morte, não hesite, pois Deus estará contigo............... e Amém”.

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