(1ª Coríntios 9): 16
Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é
imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!
A crise de valores se dá pela
exagerada pretensão do jogo de interesses, quando há algum interesse, envolve
nele alguma justificativa para o mesmo. Pois quando queremos algo, geralmente,
procuramos alguma justificativa para o querer, algum valor. Assim, se
valorizamos algo, isto passa a ser uma necessidade. Como também a necessidade
por si só, passa a ser um valor. Quando a necessidade se torna a permanência da
vida, prevalência da vida, se obtém valores que facilitam para a predominância
e satisfação dessa necessidade.
17 E por isso, se o faço de boa
mente, terei prêmio; mas, se de má vontade, apenas uma dispensação me é
confiada.
A Palavra de Deus diz: “...sedes santos pois sou santo” (1ª
Pedro 1: 16), nessa constância, o jogo de moral, traz uma necessidade para todo
homem, e a necessidade, é se enquadrar no propósito de Deus. E o propósito de
Deus está em que lhe obedeçamos anteriormente a homens. Pelo fato de que é
n’Ele, que se percebe uma nova dimensão, ou, uma nova perspectiva para as
coisas.
Desse modo, “...a Lei é espiritual”
(Romanos 7: 14), pelo fato dela gerar ordem, e uma organização que edifica a
integridade da vida. Pois o corpo só está saudável, se ele está em ordem, e
Deus não é de confusão (1ª Coríntios 14: 33), muito pelo contrário, é de ordem.
Mas o que faz a organização? (:) É a
própria lei em si só!
18 Logo, que prêmio tenho? Que,
evangelizando, proponha de graça o evangelho de Cristo para não abusar do meu
poder no evangelho.
Só que a lei, ou obrigação, sem que
haja nela um controle, ou, se não há controle da lei, ela passa a ser um peso.
Ou, um jugo que leva para a morte. Pelo que a Palavra de Deus é clara, “...nenhuma carne se justificará perante
Deus pela lei” (Romanos 3: 20, e Gálatas 2: 16), ou seja, a lei, ou cumprir
com a obrigação, por si só, não justifica ninguém... muito pelo contrário, traz
jugo sobre alguém.
Contudo, quando há domínio sobre a
lei, mesclada em valores sublimes, valores sobre a interpretação que procede de
vida, de espírito, ela se torna necessária e fundamental. Então a lei, as
obrigações, não são de se jogar fora, assim, a tradição, por si só, não pode
ser menosprezada. Pelo que o próprio apóstolo Paulo aconselha, “...guardai as tradições que lhes ensinei”
(2ª Tessalonicenses 2: 15). E essas tradições, são para a boa saúde do corpo. E
não para gerar um peso sobre o corpo, mas um impulso para sair da acomodação.
Porém, se sai a pretensão, o
autodomínio, o controle da lei mediante algum propósito, ela se torna
infrutífera e toma um rumo que esfria, amortece, e que gera a morte. Então, “essa
é a base” para que se obtenha valores morais, éticos, e valores de edificação da
sociedade, para a vida dos homens, ou, para a vida de todas as pessoas.
A necessidade básica, acima de tudo,
é a prevalência de valores que estão acima da lei, ou das obrigações.... E que
estão acima da necessidade, enfim, acima daquilo que o olho vê!! Por isso que
Deus instituiu a fé, que parece mera loucura, pelo que a fé é vontade de viver,
e é pela fé que nos engajamos em uma perspectiva diferente, adquirimos visão, e
uma perspectiva de esperança, de amor, e de vitória para frente... por isso que
a fé é tão fundamental, no sentido que ela desafia a lei, mas não ao ponto de
menosprezá-la, porém, num ponto de dar um sentido para ela numa forma de
organização. De domínio sobre a estrutura para redirecioná-la em prol do
benefício da vida. Por isso que Paulo diz: “...ai de mim, se não anunciar o evangelho! ” Amém.
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