(1ª Coríntios 14): 27 E, se alguém falar em língua desconhecida,
faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete.
28 Mas, se não houver intérprete, esteja
calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.
Talvez todos conheçam o texto: "Ainda
que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que
tine." (1ª Coríntios 13: 1), ou seja, só faz barulho aquele que fala
sem com isso edificar! Sendo melhor que ficasse quieto! E vimos que há barulho,
inclusive, em línguas desconhecidas?!...
O primeiro grande batismo no Espírito
Santo, que selou os primeiros líderes da fé, capacitou-os a missão, para que
falassem aos povos, tanto, que falavam línguas de homens, veja: "E, quando aquele som ocorreu,
ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua
própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam,
dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão
falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos
nascidos?"
(Atos 2: 6-8), sendo, que motivados pela festa judaica das semanas, ou, da
colheita, mais conhecida como festa de pentecostes, enfim, motivados por esta
festa, havia gente reunida de todas as variedades em Jerusalém quando aconteceu
aquele fato notório... e lembre-se: “início da Igreja”!
Mas há aqueles que “ordenam” aos
anjos, “num propósito mais adiantado da Igreja”, falando para o mundo espiritual, e
não para os homens, acerca do que Paulo declara: "Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende,
e em espírito fala mistérios." (I
Coríntios 14: 2), ou seja, movido pela possessão do Espírito Santo, não tem
consciência do que diz, porém, colabora com a manifestação de Deus e
aproximação da consumação dos tempos, da realidade à porvir!
Sendo, que o “dom de línguas”, fortalece
a base espiritual com o poder de Deus em prol daquele que é intercedido pela
abundância do Espírito Santo, como disse Paulo: "O que fala em língua
desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a
igreja." (1ª Coríntios 14: 4), mas há um interim, o da
verdadeira profecia, que é a interpretação da palavra por revelação, e não por
adivinhação ou especulação. E acontece fora da pretensão de homens, mas segundo
a vocação do chamado de Deus para a edificação dos demais, o que a torna mais
importante para o “corpo de fé”, que o falar em línguas...
E quando há profecia de pretensão
humana, até o dom de línguas se torna confuso, ao que Paulo diz: "Assim também vós, se com a língua não
pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao
ar." (1ª Coríntios 14: 9), acontecendo uma falsa auto edificação,
sugerida pela invenção, especulação e forçagem,
e não pela presença de Deus gerando fortalecimento do espírito. Ou seja, uma
reunião para “fazer a obra”, que estiver fora da vontade e obediência a Deus,
só gera desgaste e perturbação.
Assim, se fazendo necessário o
perfeito discernimento da vontade de Deus, Paulo recomenda: "Por isso, o que fala em língua
desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua
desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem
fruto." (1ª Coríntios 14: 13-14), assim, delírio?! Sensacionalismo?! Apego
ao abstrato, ou, às sensações?! Como também exagero sentimentalista, ou,
emotivo, enfim, é uma série de erros baseada na convicção do arrebatamento dos
sentidos como necessidade para explicitar que Deus está presente, quando em
verdade, Deus se firma na sabedoria equilibrada, que gera lucides e visão ampla
acerca da realidade, gerando assimilações da verdade que impulsionam atitude
prática, como Paulo, mais adiante mesmo diz:
"Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha
própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do
que dez mil palavras em língua desconhecida." (1ª Coríntios 14: 19).
É importante sim o dom de línguas!
Mas não é a prioridade!! De maneira que muito mais vale a prudência amparada
pela doutrina de Jesus, sendo a necessidade básica de toda evolução teológica,
ou, de doutrinamento em detrimento das necessidades para ordem e bom ajuste do
corpo da fé conforme a sua realidade social, cultural e profética. Amém.
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