sábado, 14 de janeiro de 2017

Diversidade linguística.

(1ª Coríntios 14): 27  E, se alguém falar em língua desconhecida, faça-se isso por dois, ou quando muito três, e por sua vez, e haja intérprete. 28  Mas, se não houver intérprete, esteja calado na igreja, e fale consigo mesmo, e com Deus.

Talvez todos conheçam o texto: "Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine." (1ª Coríntios 13: 1), ou seja, só faz barulho aquele que fala sem com isso edificar! Sendo melhor que ficasse quieto! E vimos que há barulho, inclusive, em línguas desconhecidas?!...
O primeiro grande batismo no Espírito Santo, que selou os primeiros líderes da fé, capacitou-os a missão, para que falassem aos povos, tanto, que falavam línguas de homens, veja: "E, quando aquele som ocorreu, ajuntou-se uma multidão, e estava confusa, porque cada um os ouvia falar na sua própria língua. E todos pasmavam e se maravilhavam, dizendo uns aos outros: Pois quê! Não são galileus todos esses homens que estão falando? Como, pois, os ouvimos, cada um, na nossa própria língua em que somos nascidos?" (Atos 2: 6-8), sendo, que motivados pela festa judaica das semanas, ou, da colheita, mais conhecida como festa de pentecostes, enfim, motivados por esta festa, havia gente reunida de todas as variedades em Jerusalém quando aconteceu aquele fato notório... e lembre-se: “início da Igreja”!
Mas há aqueles que “ordenam” aos anjos, “num propósito mais adiantado da Igreja”, falando para o mundo espiritual, e não para os homens, acerca do que Paulo declara: "Porque o que fala em língua desconhecida não fala aos homens, senão a Deus; porque ninguém o entende, e em espírito fala mistérios."  (I Coríntios 14: 2), ou seja, movido pela possessão do Espírito Santo, não tem consciência do que diz, porém, colabora com a manifestação de Deus e aproximação da consumação dos tempos, da realidade à porvir!
Sendo, que o “dom de línguas”, fortalece a base espiritual com o poder de Deus em prol daquele que é intercedido pela abundância do Espírito Santo, como disse Paulo: "O que fala em língua desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que profetiza edifica a igreja." (1ª Coríntios 14: 4), mas há um interim, o da verdadeira profecia, que é a interpretação da palavra por revelação, e não por adivinhação ou especulação. E acontece fora da pretensão de homens, mas segundo a vocação do chamado de Deus para a edificação dos demais, o que a torna mais importante para o “corpo de fé”, que o falar em línguas...
E quando há profecia de pretensão humana, até o dom de línguas se torna confuso, ao que Paulo diz: "Assim também vós, se com a língua não pronunciardes palavras bem inteligíveis, como se entenderá o que se diz? Porque estareis como que falando ao ar." (1ª Coríntios 14: 9), acontecendo uma falsa auto edificação, sugerida pela invenção, especulação e forçagem, e não pela presença de Deus gerando fortalecimento do espírito. Ou seja, uma reunião para “fazer a obra”, que estiver fora da vontade e obediência a Deus, só gera desgaste e perturbação.
Assim, se fazendo necessário o perfeito discernimento da vontade de Deus, Paulo recomenda: "Por isso, o que fala em língua desconhecida, ore para que a possa interpretar. Porque, se eu orar em língua desconhecida, o meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto." (1ª Coríntios 14: 13-14), assim, delírio?! Sensacionalismo?! Apego ao abstrato, ou, às sensações?! Como também exagero sentimentalista, ou, emotivo, enfim, é uma série de erros baseada na convicção do arrebatamento dos sentidos como necessidade para explicitar que Deus está presente, quando em verdade, Deus se firma na sabedoria equilibrada, que gera lucides e visão ampla acerca da realidade, gerando assimilações da verdade que impulsionam atitude prática, como Paulo, mais adiante mesmo diz: "Todavia eu antes quero falar na igreja cinco palavras na minha própria inteligência, para que possa também instruir os outros, do que dez mil palavras em língua desconhecida." (1ª Coríntios 14: 19).
É importante sim o dom de línguas! Mas não é a prioridade!! De maneira que muito mais vale a prudência amparada pela doutrina de Jesus, sendo a necessidade básica de toda evolução teológica, ou, de doutrinamento em detrimento das necessidades para ordem e bom ajuste do corpo da fé conforme a sua realidade social, cultural e profética. Amém.

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