(1ª Coríntios 6): 7 Na
verdade é já realmente uma falta entre vós, terdes demandas uns contra os
outros. Por que não sofreis antes a injustiça? Por que não sofreis antes
o dano?
SER CRISTÃO, NÃO CONSISTE EM LEVAR
VANTAGEM SOBRE OS OUTROS, MAS EM SER A VANTAGEM DOS OUTROS.
Sim, ser feliz sem lucrar sobre os
outros! Parece impossível, mas Deus, pode nos ajudar... em dias de tamanha
competição burguesa, como sobreviver “doando”? Se o simples ato de doar sangue,
já é motivo de escândalo para alguns cristãos? Nesse tipo de mentalidade, de
querer ser próspero pisando os outros, essa tal de teologia da prosperidade que
está envenenando todos os “setores” do cristianismo, criando carrapatos sugadores
de Deus, como? Me diga como? Como agradaremos a Deus?
8 Mas vós mesmos fazeis a
injustiça e fazeis o dano, e isto aos irmãos.
O egoísmo, é um veneno pior que o
orgulho. Pois a vaidade gera prepotência, mas a indiferença, gera morte, e a
sustentação da morte, é a tirania em querer mandar nos outros, inclusive, em
Deus... e a base dessa tirania, é o egoísmo que nos impulsiona ao lucro, a tirar vantagem sobre os demais.
Muitos acham que podem recorrer a
Deus como forma de que Ele nos ajude, e se esquecem de ajudar o próximo, para com
isso ajudar a Deus, como Jesus mesmo declara: "Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos
nomeei, para que vades e deis fruto, e o vosso fruto permaneça; a fim de que
tudo quanto em meu nome pedirdes ao Pai ele vo-lo conceda." (João 15:
16), ou seja, Jesus primeiramente nos chamou à Graça, para que sejamos bênção,
à fim de que com isso, Ele mesmo, nos abençoe abrindo portas de trabalho e
realizações!
Essa disposição, de dar com alegria e
não por força, é o primeiro passo para que o cristianismo avance, e não
esmoreça “por ser um peso”, e não uma satisfação. O problema, é quando a
disposição “vira lei”, e não algo espontâneo e por impulso, quanto ao que Paulo
declara: "Porque, se torno a
edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor." (Gálatas
2: 18), no contexto de que o cristianismo deve avançar em “libertação”, ou
seja, quem ama Jesus Cristo, mesmo morrendo por causa disso, consegue fazê-lo
com satisfação e certeza da aprovação de Jesus, o que é não ter “pesos na
consciência”.
Paulo, para não querer se sentir com
esse peso na consciência, por se aproveitar de um “ajudante alheio”, escreve
para Filemom: “Peço-te por meu filho
Onésimo, que gerei nas minhas prisões; o qual noutro tempo te foi inútil, mas
agora a ti e a mim muito útil; eu to tornei a enviar. E tu torna a recebê-lo como às minhas
entranhas. Eu bem o quisera conservar comigo, para que por ti me servisse nas
prisões do evangelho; mas nada quis fazer sem o teu parecer, para que o teu
benefício não fosse como por força, mas, voluntário. ” (Filemom 1: 10-14).
Sugiro-lhe, para iniciar bem o novo
ano, você trace alguma meta com Deus, em querer ajudar pessoas carentes, doando
algumas roupas, comida, brinquedos, abraços e carinhos, algum afeto que te faça
sentir útil neste mundo, perdoando, reconciliando, enfim, faça a sua parte para
que “este clima da presença de Deus” não esmoreça para frente, pelo contrário,
cresça. Lógico, isso impulsionado pelo evangelho, ou, gratidão a Deus, e não pelo mero assistencialismo! Ok?
Amém.
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