"E tudo isto
provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Jesus Cristo, e nos deu o
ministério da reconciliação; isto é, Deus estava em Cristo reconciliando
consigo o mundo, não lhes imputando os seus pecados; e pôs em nós a palavra da reconciliação." (2ª Coríntios 5: 18-19).
Ao contrário do que muitos pensam,
Graça, não é sinônimo de gratuidade! Pelo contrário, como diz a escritura: "O qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos, para
servir de testemunho a seu tempo." (1ª Timóteo 2: 6), e ainda mais: "Porque fostes comprados por bom preço; glorificai, pois, a Deus no vosso corpo, e
no vosso espírito, os quais pertencem a Deus." (1ª Coríntios 6: 20).
Ou seja, o que parece gratuito, como
o perdão de Deus, nem é tanto, pois só recebe perdão aquele que de fato se
arrepende, enfim, este fato de Deus vir ao encontro dos homens para redimi-los,
teve o preço do sacrifício de Jesus, como reforça mais uma vez Paulo: "Fostes comprados por bom preço; não
vos façais servos dos homens." (1ª Coríntios 7: 23), e este preço foi:
"E quase todas as coisas, segundo a lei, se purificam com sangue; e
sem derramamento de sangue não há remissão." (Hebreus 9: 22).
E uma vez libertos, inquere-se que
nós também sejamos agentes de libertação, estendendo este perdão de Deus: "Porque não recebestes o espírito de
escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de
adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai." (Romanos 8: 15),
porque onde há perdão, aí há crescimento da Fé, e expansão da verdade.
“Porque foi do agrado do Pai que toda a
plenitude nele habitasse, e que, havendo por ele feito a paz pelo sangue da sua
cruz, por meio dele reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, tanto as que
estão na terra, como as que estão nos céus. A vós também, que noutro tempo
éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora,
contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, para perante ele vos
apresentar santos, e irrepreensíveis, e inculpáveis, se, na verdade,
permanecerdes fundados e firmes na fé, e não vos moverdes da esperança do
evangelho que tendes ouvido, o qual foi pregado a toda criatura que há debaixo
do céu, e do qual eu, Paulo, estou feito ministro. ” (Colossenses 1: 19-23).
E qual é a esperança do evangelho que
senão a vida eterna? E a confirmação disso, que senão viver uma “fé viva”? Como
está descrito: “Porque nós pelo Espírito
da fé aguardamos a esperança da justiça. Porque em Jesus Cristo nem a
circuncisão nem a incircuncisão tem valor algum; mas sim a fé que opera pelo
amor. Corríeis bem; quem vos impediu, para que não obedeçais à verdade?
Esta persuasão não vem daquele que vos chamou. Um pouco de fermento leveda toda
a massa. (Gálatas 5: 5-9). Ou seja, uma fé atuante pelo amor ao próximo,
pelo amor com a causa de Cristo respeitando a Sua autoridade, ... e quem
perturba pessoas com tal fé, melhor seria que se matasse, como acrescenta
também Paulo: "Eu quereria que
fossem cortados aqueles que vos andam inquietando." (Gálatas 5: 12), e
Jesus foi mais enfático ainda: "Mas,
qualquer que escandalizar um destes pequeninos [ou humildes], que creem em mim, melhor lhe fora que se
lhe pendurasse ao pescoço uma mó de azenha, e se submergisse na profundeza do
mar." (Mateus 18: 6).
Em outras palavras, é como se
concluísse que a graça, jamais será para todos, apenas para aqueles que aceitam
o convite de Jesus em se dedicar em fazer o bem, para colher a vida eterna.
"Porque se nós,
sendo inimigos, fomos reconciliados com Deus pela morte de seu Filho, muito
mais, tendo sido já reconciliados, seremos salvos pela sua vida. E não somente
isto, mas também nos gloriamos em Deus por nosso Senhor Jesus Cristo, pelo qual
agora alcançamos a reconciliação." (Romanos 5: 10-11).
Conclui-se, que graça significa:
“reconciliação”! E reconciliação com Deus através da fé e confiança no Seu
Filho Jesus, que morreu e ressuscitou por nós. De modo que nos tornamos agentes
dessa Boa Nova, ou ministros de reconciliação através do nosso perdão aos que
nos oprimem, como declarou o primeiro Mártir da Igreja “Estevão”: "E, pondo-se de joelhos, clamou com
grande voz: Senhor, não lhes imputes
este pecado. E, tendo dito isto, adormeceu." (Atos 7: 60), você
teria coragem de perdoar, e clamar a Deus para que perdoe também? Isto é graça!
Quando se entende que ela não para em nós. Amém.
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