"Em verdade vos
digo que, onde quer que este evangelho for pregado em todo o mundo, também será
referido o que ela fez, para memória sua." (Mateus 26: 13).
Homens como Martinho Lutero, São
Francisco, Santo Agostinho, Paulo... dentre tantos... todos, fizeram algo em
mérito próprio, separando algo de suas vidas para Jesus, como vimos no texto
acima em que aquela mulher embalsamou Jesus antecipadamente como honra, ou, lhe
dando honra pelo que Ele faria por nós, assim também nós, podemos ficar na
história de nossa família, ou até da humanidade, fazendo algo que “marca” a
nossa fé em Jesus, seja tanto estudar teologia, ou o que a sua criatividade
demandar, o que importa, é declarar a sua fé em Deus. Não esquecendo que há uma
vocação planejada por Deus para exercermos a nossa fé.
Porém, há a necessidade de “esquentar
a fé”! E muitos buscam um “avivamento espiritual” recorrendo ao
fundamentalismo, às raízes da fé, mas, para estes, que como no tempo de Paulo,
cristãos sedentos de Deus que buscavam um retorno às origens, lembremos do
seguinte: "Porque, se torno a
edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor." (Gálatas
2: 18), ou seja, fundamentalismo é coisa de saudosista, de alguém temeroso em
progredir de maneira a “pisar na lua” de vez em quando, porque a fé é: risco! Como
está escrito: "(Porque andamos por
fé, e não por vista)." (2ª Coríntios 5: 7), por isso, a lógica, ou a
segurança, atrapalha aos que querem navegar em oceanos mais profundos do
conhecimento de Deus...
Paulo, aprendeu a crescer, ser grande
na fé, aceitando por completo a vontade de Deus, experimentou maravilhas? Sim!
Porém aprendeu a não perder a fé em meio aos sofrimentos que Deus havia
planejado para que Paulo passasse, tanto que temos o relato: “Disse-lhe, porém, o Senhor: Vai, porque
este é para mim um vaso escolhido, para levar o meu nome diante dos gentios, e
dos reis e dos filhos de Israel. E eu lhe mostrarei quanto deve padecer pelo
meu nome. ” (Atos 9: 15-16).
Você não aguenta mais sofrer pelo que
sabes ser Deus tão grande? Talvez seja necessário relembrar: "E porque estreita é a porta, e
apertado o caminho que leva à vida, e poucos há que a encontrem."
(Mateus 7: 14), não que sofrer seja a garantia da salvação, pelo contrário,
apegar-se a isso é masoquismo! Porém, não aceitar sofrer, chama-se hedonismo,
prática de quem confunde o amor de Deus com “mimo”! E nessa armadilha muitos
têm se dissimulado a fim de obter vantagem da fé, ao que Paulo declara: "Mas é grande ganho a piedade com
contentamento." (1ª Timóteo 6: 6), você tem aceitado o caminho da
prova para entrar na história?
Jesus suportou “prova de fogo”, a fim
de que você pudesse dar sequência neste trabalho da salvação em que pela fé
fazemos parte, não para desperdiçarmos o que já foi conquistado, mas para
edificarmos “sobre” o trabalho destes, pois o fundamento já foi lançado, e que
começou com profundidade inacessível à alguém de índole comum, veja: "Todavia, ao SENHOR agradou moê-lo, fazendo-o enfermar; quando
a sua alma se puser por expiação do pecado, verá a sua posteridade, prolongará
os seus dias; e o bom prazer do SENHOR prosperará na sua mão. Ele verá o fruto do
trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo,
o justo, justificará a muitos; porque as iniquidades deles levará sobre si." (Isaías 53: 10-11).
Não foi fácil para Jesus! Conquanto,
muito menos o será para nós! Mas temos de fazer algo para que as virtudes
experimentadas nos despertem tremenda paixão pelo que ainda está por vir...
você aceita fazer história? Então pense em algo que está ao seu alcance, lembrando
que no reino dos Céus não entra preguiçoso, então, comece se dispondo a ter boa
vontade, que o próprio Deus abrirá as portas a partir de sua disposição! “Eis-me aqui Senhor!”, diga isso a Ele.
E peça-lhe ajuda na obra “desta laje”, para que não se pense em fazer um
“telhadinho” e forro fraco, de maneira que o ladrão não entre por cima num mero
pulo, arrebentando tudo e invadindo a “casa”. Amém.
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