(1ª Coríntios 14): 13 Por isso, o que fala em língua desconhecida,
ore para que a possa interpretar. 14 Porque, se eu orar em língua desconhecida, o
meu espírito ora bem, mas o meu entendimento fica sem fruto.
Ou seja, fazer barulho, não é cultuar
a Deus de forma a agradá-lo! Tanto é; que berros e gritarias entristecem o
Espírito Santo e a presença de Deus sai, como está advertido: “E não entristeçais o Espírito Santo de
Deus, no qual estais selados para o dia da redenção. Toda a amargura, e ira, e cólera, e gritaria, e blasfêmia e toda a malícia sejam tiradas
dentre vós,” (Efésios 4: 31) ... ao ponto que é por meio do corpo, que
o fazemos, de modo que “ajudamos”, ou, servimos a Deus pelo corpo: "Porque todos devemos comparecer ante o
tribunal de Cristo, para que cada um
receba segundo o que tiver feito por meio do corpo, ou bem, ou
mal." (2ª Coríntios 5: 10).
15 Que farei, pois?
Orarei com o espírito, mas também orarei com o entendimento; cantarei com o
espírito, mas também cantarei com o entendimento.
Algumas versões bíblicas trazem a
palavra “entendimento”, traduzida por “mente”, é o caso da ARA.... O que
significa que aquilo que procede dos Céus, é necessário que seja materializado,
evidencializado, ou, manifesto de
forma explícita! Tanto o louvor como a súplica. O que Paulo chama de “culto
lógico”: "Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os
vossos corpos em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional."
(Romanos 12: 1), ou seja, “corpos sacrificados”, significam primeiramente:
corpos disciplinados! E como haverá disciplina no culto com cada um fazendo o
que “bem lhe der na telha”? Sem a consistência de uma estrutura que nos torna
semelhantes entre nós? Parecidos? Num cultuar a Deus que tem sentido?
Conclui-se que se faz necessário orar
e cantar objetivamente, servindo a Deus lucidamente, e de forma compreensível aos
demais que participam do culto... e se possível, “com o corpo”! O que sugere um
padrão de comportamento e semelhança de características visíveis que nos
diferencia dos não crentes, como lemos: "Então
voltareis e vereis a diferença entre o justo e o ímpio; entre o que
serve a Deus, e o que não o serve." (Malaquias 3: 18)
Uma coisa muito linda que está saindo
de moda, é o canto coreográfico, quando jovens buscavam encenar aquilo que os
cânticos de louvor procuravam expressar, não como uma mera dança, mas numa
espécie de jogral. E o abandono de tal cultura, expressa que uma preguiça, um
comodismo religioso de pessoas que querem “descansar em Deus”, por não terem
mais as suas diretrizes de fé lúcidas de forma mais eficiente, e isso está
tomando conta dos círculos teológicos e evangélicos. Inclusive, num pensamento
de “tanto faz”, ou, “vou ver no que vai dar”, sendo sem atitude.
16 De outra maneira,
se tu bendisseres com o espírito, como dirá o que ocupa o lugar de indouto, o
Amém, sobre a tua ação de graças, visto que não sabe o que dizes? 17 Porque realmente tu dás bem as graças, mas o
outro não é edificado.
Observa-se aqui, que adoração não é
delírio, êxtase cultural, muito menos puramente “arrebatamento dos sentidos”,
como muitos costumam fazer parecer... e justamente por muitos não compreenderem
o que Cristo faria em nossa situação, e tendo uma atitude na igreja e outra em
casa, o cristianismo parece mais uma verdadeira palhaçada duma Logosofia vazia e ridícula, ao ponto que
o sagrado vira deboche, quando senão, em contrapartida, tirania de outros que
querem se proteger em sua eleição, ao ponto, que impõe sua visão sem argumentos
consistentes visivelmente, mas, por berros ou arrogância, e prepotência intelectual,
não aceitando sugestões nem explicitando as suas razões, o que inviabiliza a
inclusão, se tornando o cristianismo um “grupinho” de “caretas” se auto-protegendo
dos demais, quando deveria convencê-los: "E,
quando ele vier, convencerá o mundo do pecado,
e da justiça e do juízo. Do pecado, porque não creem em mim; da justiça,
porque vou para meu Pai, e não me vereis mais; e do juízo, porque já o
príncipe deste mundo está julgado." (João 16: 8-11), se isso não está
mais acontecendo por meio da Igreja, ela está fraca do “Espírito”, e não edifica
mais ninguém.
Nessas condições, importa que
adquiramos consistência na nossa fé, através de “pequenos” gestos práticos, que
farão grande diferença lá na frente, quando o cristianismo atingir o seu êxtase
por estar bem fundamentado e consistente, ao ponto, que mesmo vindo o fim, ou
com a proximidade do arrebatamento dos santos, estaremos plenamente seguros
quanto a aprovação de Jesus! O que nos torna eficientes, com orações em
sincronia com a vontade de Deus, e com isso, respondidas... o que exige de nós;
apenas mais disciplina! Amém.
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