sexta-feira, 17 de novembro de 2017

Metamorfose ambulante.

(1ª Coríntios 9): 19  Porque, sendo livre para com todos, fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. 20  E fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.

Percebe-se que Paulo era um tipo de pescador que fazia de si próprio a isca! Pessoalmente, eu sempre fui uma pessoa “a beber de diversas fontes”, o que gerou em mim uma experiência de pescador antagônico a certas doutrinas, porém, com compreensão suficiente para semear com a finalidade de “abrir cortinas” para o vislumbre de novos entendimentos que gerassem uma “plenitude na verdade”, não que eu seja o dono da verdade, mas pela minha experiência nas mais variadas denominações, sempre pude extrair algo que gerasse bom proveito à luz da Bíblia.
Muitos tem preconceito com esse negócio de Ecumenismo, Evangelho Completo, enfim, com o fato de parecer abstrato, ou, uma “metamorfose ambulante”, como era do comportamento de Paulo, e até mesmo Pedro deixou registrado: "Antes, santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós,” (1ª Pedro 3: 15), o que dá a entender que os cristãos precisam ter uma postura firme! Sendo que a flexibilidade de Paulo, nem Pedro, que era a cabeça, ou a maior liderança da Igreja conseguiu ter e muito menos ensinar! O que nos faz pensar que em dias em que estamos “todos conectados”, via WEB, muitas mentes andam bagunçadas sem tempo e forças para assimilar o que está ao nosso dispor...

21  Para os que estão sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para ganhar os que estão sem lei.

Entende-se aqui que há princípios que estão acima de toda e qualquer tradição, ou legislação, de maneira que toda estrutura lógica e burocrática deve cumprir e partir de um pressuposto básico para que toda estrutura ou ordem se desenvolva sem confusão... e bem sabemos que a “novidade” nos ensinos de Cristo partia de Deus vir ao nosso encontro, ou seja, a graça e perdão imerecidos que Deus nos concede pelo fato de aceitarmos a autoridade de Jesus, e também, em aceitarmos o Seu agir em nossa vida que nos impulsiona “à ir também ao encontro daqueles que necessitam desse acolhimento”, o que nos faz estar e frutificar na “Lei do amor”, ao que Jesus resume o seu ensino no seguinte axioma: "E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo; porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo." (João 12: 47), do mesmo modo, nós cristãos não podemos impor jugo ameaçatório a fim de credenciar a nossa fé de maneira a impô-la, o que dá a entender, que se não nos colocarmos em dependência, na confiança da providência de Deus, de modo algum conseguiremos pescar alguma alma para a fé em Cristo, e muito menos ter uma vida organizada e bem fundamentada.

22  Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. 23  E eu faço isto por causa do evangelho, para ser também participante dele.

Uma coisa fantástica nesse contexto, é quando conseguimos adquirir intimidade com o Espírito Santo e Deus Pai testifica isso com poder! Ao que o Trino Deus só se manifesta em Sua plenitude quando lhe concedemos obediência ao ponto que Ele possa nos controlar, o que dá a entender a necessidade de mansidão no caráter de um pescador de almas, tanto, que Jesus esclarece: "O vento assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." (João 3: 8), ou seja, a obra da salvação só é efetiva e sólida, a partir do momento em que ela não estiver em nosso controle, quando não temos o domínio da coisa ao ponto de parecer vão e infrutífero o nosso trabalho, de maneira que não entendemos o agir de Deus, mas participamos dele pela fé!

E assim, podemos estar seguros que estamos agradando a Deus não por nosso mérito, mas por meio de humildade na confiança de que a glória pertence a Deus, assim, não temos do que temer! E, ao ponto de nos sentirmos encorajados em retribuir a Deus nos esforçando em aplicar aquilo que aprendemos, portanto, glorificamos a Deus nos dispondo para fazer aquilo que Ele nos elucida ser de Sua vontade... lhe pergunto: “– O que você poderia por como prioridade para uma santificação maior? Ler um devocional ou a Bíblia, orar um pouco mais (de preferência de joelhos?), falar de Deus para alguém, ajudar um necessitado, ou quem sabe se dispor para o culto do fim-de-semana? Inclusive, reservando uma oferta com alegria e gratidão? ”, enfim, há tantas coisas e características nas quais poderemos participar do Evangelho, sabendo que Deus espera apenas o nosso Sim. Ok? Amém. 

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