(1ª Coríntios
9):
19 Porque, sendo livre para com todos,
fiz-me servo de todos para ganhar ainda mais. 20 E fiz-me como judeu para os judeus, para
ganhar os judeus; para os que estão debaixo da lei, como se estivesse debaixo
da lei, para ganhar os que estão debaixo da lei.
Percebe-se que Paulo era um tipo de
pescador que fazia de si próprio a isca! Pessoalmente, eu sempre fui uma pessoa
“a beber de diversas fontes”, o que gerou em mim uma experiência de pescador
antagônico a certas doutrinas, porém, com compreensão suficiente para semear
com a finalidade de “abrir cortinas” para o vislumbre de novos entendimentos que
gerassem uma “plenitude na verdade”, não que eu seja o dono da verdade, mas
pela minha experiência nas mais variadas denominações, sempre pude extrair algo
que gerasse bom proveito à luz da Bíblia.
Muitos tem preconceito com esse
negócio de Ecumenismo, Evangelho Completo, enfim, com o fato de parecer abstrato, ou, uma
“metamorfose ambulante”, como era do comportamento de Paulo, e até mesmo Pedro
deixou registrado: "Antes,
santificai ao SENHOR Deus em vossos corações; e estai sempre preparados para responder com mansidão e
temor a qualquer que vos pedir a razão
da esperança que há em vós,” (1ª Pedro 3: 15), o que dá a entender que
os cristãos precisam ter uma postura firme! Sendo que a flexibilidade de Paulo,
nem Pedro, que era a cabeça, ou a maior liderança da Igreja conseguiu ter e
muito menos ensinar! O que nos faz pensar que em dias em que estamos “todos
conectados”, via WEB, muitas mentes andam bagunçadas sem tempo e forças para
assimilar o que está ao nosso dispor...
21 Para os que estão
sem lei, como se estivesse sem lei (não estando sem lei para com Deus, mas debaixo da lei de Cristo), para
ganhar os que estão sem lei.
Entende-se
aqui que há princípios que estão acima de toda e qualquer tradição, ou
legislação, de maneira que toda estrutura lógica e burocrática deve cumprir e
partir de um pressuposto básico para que toda estrutura ou ordem se desenvolva
sem confusão... e bem sabemos que a “novidade” nos ensinos de Cristo partia de
Deus vir ao nosso encontro, ou seja, a graça e perdão imerecidos que Deus nos
concede pelo fato de aceitarmos a autoridade de Jesus, e também, em aceitarmos
o Seu agir em nossa vida que nos impulsiona “à ir também ao encontro daqueles
que necessitam desse acolhimento”, o que nos faz estar e frutificar na “Lei do amor”,
ao que Jesus resume o seu ensino no seguinte axioma: "E se alguém ouvir as minhas palavras, e não crer, eu não o julgo;
porque eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo." (João
12: 47), do mesmo modo, nós cristãos não podemos impor jugo ameaçatório a fim de credenciar a nossa
fé de maneira a impô-la, o que dá a entender, que se não nos colocarmos em
dependência, na confiança da providência de Deus, de modo algum conseguiremos
pescar alguma alma para a fé em Cristo, e muito menos ter uma vida organizada e
bem fundamentada.
22 Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar
os fracos. Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar
alguns.
23 E eu faço isto por causa do
evangelho, para ser também participante dele.
Uma coisa fantástica nesse contexto,
é quando conseguimos adquirir intimidade com o Espírito Santo e Deus Pai
testifica isso com poder! Ao que o Trino Deus só se manifesta em Sua plenitude quando
lhe concedemos obediência ao ponto que Ele possa nos controlar, o que dá a
entender a necessidade de mansidão no caráter de um pescador de almas, tanto,
que Jesus esclarece: "O vento
assopra onde quer, e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde
vai; assim é todo aquele que é nascido do Espírito." (João 3: 8), ou
seja, a obra da salvação só é efetiva e sólida, a partir do momento em que ela
não estiver em nosso controle, quando não temos o domínio da coisa ao ponto de
parecer vão e infrutífero o nosso trabalho, de maneira que não entendemos o
agir de Deus, mas participamos dele pela fé!
E assim, podemos estar seguros que
estamos agradando a Deus não por nosso mérito, mas por meio de humildade na
confiança de que a glória pertence a Deus, assim, não temos do que temer! E, ao
ponto de nos sentirmos encorajados em retribuir a Deus nos esforçando em
aplicar aquilo que aprendemos, portanto, glorificamos a Deus nos dispondo para
fazer aquilo que Ele nos elucida ser de Sua vontade... lhe pergunto: “– O que você poderia por como prioridade
para uma santificação maior? Ler um devocional ou a Bíblia, orar um pouco mais
(de preferência de joelhos?), falar de Deus para alguém, ajudar um necessitado,
ou quem sabe se dispor para o culto do fim-de-semana? Inclusive, reservando uma
oferta com alegria e gratidão? ”, enfim, há tantas coisas e características
nas quais poderemos participar do Evangelho, sabendo que Deus espera apenas o
nosso Sim. Ok? Amém.
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