"Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores
do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores
do que os primeiros. Assim acontecerá
também a esta geração má." (Mateus
12: 45).
Há que se considere, como dizem, “que
nem tudo o que reluz é ouro”. Como Paulo mesmo enfatiza: "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em
anjo de luz." (2ª Coríntios 11: 14), nesse sentido, muitos, que a
princípio tem uma experiência de “arrebatamento dos sentidos”, ou, uma
experiência espiritual, não conseguem “se entregar” para a nova vida em Cristo
consistente e constantemente, oscilando assim, num delírio fanático pelo poder
de Deus!
E como vimos domingo e concluímos
ontem, nem todo poder manifesto procede de Deus... ao que Jesus se limita para
não extrapolar a sanidade e a realidade a fim de não desvirtuar a ordem e a integridade
das coisas, pelo que Ele mesmo declarou: "Então
Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis." (João
4: 48), ou seja, os sinais e milagres que Jesus opera para nos despertar a
realidade espiritual, são manifestos para que nos mantenhamos fiéis de que
estas “coisas” existem, não como apelo para importunar a tudo e a todos como
necessidade de que tudo deve ser resolvido a base de poder e milagres, o que
prefigura tentar a Deus! E como Jesus mesmo repeliu a essa sugestão de usar do
poder dos céus em favor próprio, que senão a servir despertando pra fé, quando
Satanás sugeriu-lhe em pôr a Sua integridade física em risco mediante a
confiança no poder de Deus Pai pela fé na promessa de Seu livramento, veja: "Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus." (Mateus
4: 7).
Ou seja, Deus só usa de poder
conforme seus planos em nos despertar ao “invisível”, sendo que muitos se
acostumam “com a revelação”, ao ponto que já nem querem mais ser ajudantes de
Deus, mas querem escravizar a Deus para que sirva a eles próprios, pelo que
Jesus nos adverte: "Jesus
respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não
pelos sinais que vistes, mas porque
comestes do pão e vos saciastes." (João 6: 26).
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que
percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes
feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós." (Mateus 23:
15).
Por isso, há muito “convertido” que
não passa que senão de um fanático a tentar convencer a todos que tudo deve ser
resolvido a base de briga, ou, guerra! Ao que Jesus deixa claro através de Sua
revelação a Paulo: "Porque o reino
de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito
Santo." (Romanos 14: 17), ou seja, o reino de Deus não é para se auto-beneficiar,
mas para buscar em agradar a Deus (Justiça), viver em igualdade, harmonia e
sujeição ao próximo (Paz), mas acima de tudo, em equilíbrio, integridade e
moderação, que gera saúde e felicidade (alegria no Espírito Santo, ou, presença
de Deus), nos dando satisfação com as promessas que Deus vai semeando em nosso
coração à medida que vamos adquirindo intimidade com Ele através da presença de
Seu Espírito.
As realizações de Deus, por vezes, subsistem
numa vida toda em espera e confiança na fidelidade daquele que prometeu,
procurando perseverar em manter-se condicionado a ajustar seu proceder e
conduta para ter Deus por verdadeiro e todo homem carente de Sua misericórdia
para que Ele não desista de Seus planos para conosco... de maneira que Lhe glorificamos
pela perseverança da veracidade da experiência espiritual que nos abriu os
olhos de que há algo além do normal, do comum... sendo que não nos apegamos em
que Deus venha a nos confirmar a toda hora a Sua autenticidade, o que
caracteriza que estaríamos tentando-o, dando oportunidade para que Satanás
intervisse dando aquilo que Deus não dá, ou, não o dá como bem gostaríamos, o
que tornaria desnecessária uma vida de piedade com contentamento de base
disciplinada aos moldes do plano original de Deus, sendo que Deus não é de
confusão, mas sim, de ordem, nos conduzindo para nos adaptarmos a Ele e à Sua perfeita vontade. Amém.
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