quinta-feira, 23 de novembro de 2017

FANÁTICO!

"Então vai, e leva consigo outros sete espíritos piores do que ele e, entrando, habitam ali; e são os últimos atos desse homem piores do que os primeiros. Assim acontecerá também a esta geração má." (Mateus 12: 45).

Há que se considere, como dizem, “que nem tudo o que reluz é ouro”. Como Paulo mesmo enfatiza: "E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz." (2ª Coríntios 11: 14), nesse sentido, muitos, que a princípio tem uma experiência de “arrebatamento dos sentidos”, ou, uma experiência espiritual, não conseguem “se entregar” para a nova vida em Cristo consistente e constantemente, oscilando assim, num delírio fanático pelo poder de Deus!
E como vimos domingo e concluímos ontem, nem todo poder manifesto procede de Deus... ao que Jesus se limita para não extrapolar a sanidade e a realidade a fim de não desvirtuar a ordem e a integridade das coisas, pelo que Ele mesmo declarou: "Então Jesus lhe disse: Se não virdes sinais e milagres, não crereis." (João 4: 48), ou seja, os sinais e milagres que Jesus opera para nos despertar a realidade espiritual, são manifestos para que nos mantenhamos fiéis de que estas “coisas” existem, não como apelo para importunar a tudo e a todos como necessidade de que tudo deve ser resolvido a base de poder e milagres, o que prefigura tentar a Deus! E como Jesus mesmo repeliu a essa sugestão de usar do poder dos céus em favor próprio, que senão a servir despertando pra fé, quando Satanás sugeriu-lhe em pôr a Sua integridade física em risco mediante a confiança no poder de Deus Pai pela fé na promessa de Seu livramento, veja: "Disse-lhe Jesus: Também está escrito: Não tentarás o Senhor teu Deus." (Mateus 4: 7).
Ou seja, Deus só usa de poder conforme seus planos em nos despertar ao “invisível”, sendo que muitos se acostumam “com a revelação”, ao ponto que já nem querem mais ser ajudantes de Deus, mas querem escravizar a Deus para que sirva a eles próprios, pelo que Jesus nos adverte: "Jesus respondeu-lhes, e disse: Na verdade, na verdade vos digo que me buscais, não pelos sinais que vistes, mas porque comestes do pão e vos saciastes." (João 6: 26).
"Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! Pois que percorreis o mar e a terra para fazer um prosélito; e, depois de o terdes feito, o fazeis filho do inferno duas vezes mais do que vós." (Mateus 23: 15).

Por isso, há muito “convertido” que não passa que senão de um fanático a tentar convencer a todos que tudo deve ser resolvido a base de briga, ou, guerra! Ao que Jesus deixa claro através de Sua revelação a Paulo: "Porque o reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo." (Romanos 14: 17), ou seja, o reino de Deus não é para se auto-beneficiar, mas para buscar em agradar a Deus (Justiça), viver em igualdade, harmonia e sujeição ao próximo (Paz), mas acima de tudo, em equilíbrio, integridade e moderação, que gera saúde e felicidade (alegria no Espírito Santo, ou, presença de Deus), nos dando satisfação com as promessas que Deus vai semeando em nosso coração à medida que vamos adquirindo intimidade com Ele através da presença de Seu Espírito.

 As realizações de Deus, por vezes, subsistem numa vida toda em espera e confiança na fidelidade daquele que prometeu, procurando perseverar em manter-se condicionado a ajustar seu proceder e conduta para ter Deus por verdadeiro e todo homem carente de Sua misericórdia para que Ele não desista de Seus planos para conosco... de maneira que Lhe glorificamos pela perseverança da veracidade da experiência espiritual que nos abriu os olhos de que há algo além do normal, do comum... sendo que não nos apegamos em que Deus venha a nos confirmar a toda hora a Sua autenticidade, o que caracteriza que estaríamos tentando-o, dando oportunidade para que Satanás intervisse dando aquilo que Deus não dá, ou, não o dá como bem gostaríamos, o que tornaria desnecessária uma vida de piedade com contentamento de base disciplinada aos moldes do plano original de Deus, sendo que Deus não é de confusão, mas sim, de ordem, nos conduzindo para nos adaptarmos a Ele e à Sua perfeita vontade. Amém. 

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