"Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como,
pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não
ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem
enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho
de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas." (Romanos 10: 13-15).
Desenvolvendo a salvação se
compreende que parte dela se opera em nós, e parte dela se opera em Deus.
Assim, não depende de nós somente que sejamos salvos, como também não depende
só de Deus para nos salvar, têm de existir: relacionamento!
Contudo, Jesus disse que aquilo que é
impossível para homens, é possível para Deus. Sendo que nós não podemos nos
salvar, mas Deus nos salva à medida que nós nos entregamos para Ele em
obediência a Sua vontade. De maneira que a salvação não consiste na realização
de um rito, sendo que o rito é mais para nós segundo a necessidade que temos de
“pontos de contato”, de maneira que Deus não se prende aos nossos ritos para que
o obriguemos e o tenhamos como devedor a nós. Assim, os ritos “de garantia”,
terceirizam a salvação nos isentando de responsabilidades, o que é uma ilusão e
um grave engano.
Portanto, a justificação se procede a
partir do momento em que desenvolvemos e aceitamos a condição de uma fé em
Jesus na confiança que Ele nos instruirá, nos conduzirá, nos fortalecerá e de certo modo até nos controlará para
que executemos a nossa responsabilidade continuando a lutar sem burocratizar a
vida espiritual de maneira que ela pudesse funcionar simplesmente num
automático, como alguns garantem se apegando à predestinação, ou até mesmo, a
um exagerado apreço ao poder da oração, ou também à necessidade do batismo nas
águas, como se isso garantisse alguma coisa, inclusive, excluindo quem não é
membro batizado da Santa Ceia, até, quem não participa da Santa Ceia não teria
comunhão com Deus, enfim, essas heresias modernas... Inclusive, insinuações de
que quem não dá o dízimo é um derrotado e não se salvará!
Assim, Gálatas 5: 6, fala da questão
de que o que convém, não é a circuncisão ou a incircuncisão, poderíamos
acrescentar batismo e Santa Ceia, essas coisas, rituais, eles não garantem a
salvação, mas sim, “a fé que atua pelo amor”, então, o que vale mesmo é uma
justificação que se desenvolve em quem procura fazer o bem engrandecendo a
Deus. Não sendo o que justifica o que se poderia dizer de uma “fé plenamente
objetiva”, ou, apoiada em algum propósito, ou alguma inveja, cobiça, ou coisa assim,
mas uma fé de entrega a Deus vivificando-nos no Espírito, e assim também, é uma
fé que busca a realização da vontade de Deus de uma vida plena, ou, intensa.
Tanto, que em Gálatas 6: 15,
novamente entramos no mérito de que a circuncisão e incircuncisão perante Deus
não tem valor algum, mas aqui se ressalta o ser “nova criatura”, ou, um ser
bom, que procura fazer o bem, uma pessoa que procura acrescentar na vida das
pessoas, então, ser bom, é característica de uma pessoa salva. Sendo uma pessoa
de coração limpo, que é característica de uma pessoa que pode ver a Deus como
disse o próprio Jesus no Sermão do Monte, e assim, se edifica na salvação.
Sendo que não é pela Lei ou a
imposição de alguma doutrina que a salvação vai acontecer. Tanto é que também
está descrito que quem levanta a questão da Lei novamente, do fundamentalismo,
se torna transgressor, ou seja, acaba agindo contra Deus. Se exaltarmos alguma
Lei prendendo as pessoas a uma certa característica fundamentada para que ela
seja salva, estamos indo contra Deus, porque Deus é de liberdade, o que
significa que impor o “modo”, é retroceder ao jugo de escravidão. O que é se
prender a algo que não procede da vontade de Deus, e é atitude de alguém que
não vê, e não discerne corretamente.
Portanto, a salvação não pode ser
definida como particularidade de alguém que se considera mais santo, de alguém
que se autoconsidera na vontade de Deus por cumprir preceitos doutrinários de religião, porque a salvação consiste em única e exclusivamente
do propósito de Deus para com as pessoas, que, procuram fazer o bem. Tanto é
que “aquele que sabe fazer o bem e não o faz, nisto está pecando” (Tiago 4: 17), ou seja,
estamos transgredindo quando o que fazemos não edifica a vida e o bem-estar das
pessoas.
Sendo que o que mais edifica as
pessoas, é gerar ânimo pela vida, motivacionar
em prol de uma libertação! De uma nova vida! Assim, muitas pessoas procuram
estabelecer sua própria justiça, baseada numa fé, numa crença que elas tem, e
nesse sentido elas acabam se afastando daquilo que é o propósito original de
Deus, que é essa proposta da libertação na “graça em Jesus Cristo”.
Então, Romanos também ressalta que
não é pelas obras da Lei, mas pelo favor de Deus, que alcançamos justiça permanecendo
firmes naquilo que da parte de Deus é revelado, semeado em nosso coração,
havendo necessidade de perseverança naquilo que é pregado pelos enviados da
parte de Deus, de maneira que se faz necessário o discernimento construindo
sobre aquilo que desde a mocidade compreendemos que edifica não só a nossa
sabedoria e conhecimentos, mas nos gera aquela cultura que nos dá flexibilidade
e dinâmica para assimilarmos com lucides o propósito de Deus para a nossa vida:
a Salvação, e por meio de relacionamento, ou, em comunhão com as coisas de Deus
e Sua manifestação! O que deflagra em nós uma resposta ao investimento divino, que por fim, nos gera liberdade e segurança, ou, paz! Amém.
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