domingo, 22 de abril de 2018

Acontecendo Salvação.

"Porque todo aquele que invocar o nome do SENHOR será salvo. Como, pois, invocarão aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouvirão, se não há quem pregue? E como pregarão, se não forem enviados? como está escrito: Quão formosos os pés dos que anunciam o evangelho de paz; dos que trazem alegres novas de boas coisas." (Romanos 10: 13-15).
Desenvolvendo a salvação se compreende que parte dela se opera em nós, e parte dela se opera em Deus. Assim, não depende de nós somente que sejamos salvos, como também não depende só de Deus para nos salvar, têm de existir: relacionamento!
Contudo, Jesus disse que aquilo que é impossível para homens, é possível para Deus. Sendo que nós não podemos nos salvar, mas Deus nos salva à medida que nós nos entregamos para Ele em obediência a Sua vontade. De maneira que a salvação não consiste na realização de um rito, sendo que o rito é mais para nós segundo a necessidade que temos de “pontos de contato”, de maneira que Deus não se prende aos nossos ritos para que o obriguemos e o tenhamos como devedor a nós. Assim, os ritos “de garantia”, terceirizam a salvação nos isentando de responsabilidades, o que é uma ilusão e um grave engano.
Portanto, a justificação se procede a partir do momento em que desenvolvemos e aceitamos a condição de uma fé em Jesus na confiança que Ele nos instruirá, nos conduzirá, nos fortalecerá e de certo modo até nos controlará para que executemos a nossa responsabilidade continuando a lutar sem burocratizar a vida espiritual de maneira que ela pudesse funcionar simplesmente num automático, como alguns garantem se apegando à predestinação, ou até mesmo, a um exagerado apreço ao poder da oração, ou também à necessidade do batismo nas águas, como se isso garantisse alguma coisa, inclusive, excluindo quem não é membro batizado da Santa Ceia, até, quem não participa da Santa Ceia não teria comunhão com Deus, enfim, essas heresias modernas... Inclusive, insinuações de que quem não dá o dízimo é um derrotado e não se salvará!
Assim, Gálatas 5: 6, fala da questão de que o que convém, não é a circuncisão ou a incircuncisão, poderíamos acrescentar batismo e Santa Ceia, essas coisas, rituais, eles não garantem a salvação, mas sim, “a fé que atua pelo amor”, então, o que vale mesmo é uma justificação que se desenvolve em quem procura fazer o bem engrandecendo a Deus. Não sendo o que justifica o que se poderia dizer de uma “fé plenamente objetiva”, ou, apoiada em algum propósito, ou alguma inveja, cobiça, ou coisa assim, mas uma fé de entrega a Deus vivificando-nos no Espírito, e assim também, é uma fé que busca a realização da vontade de Deus de uma vida plena, ou, intensa.
Tanto, que em Gálatas 6: 15, novamente entramos no mérito de que a circuncisão e incircuncisão perante Deus não tem valor algum, mas aqui se ressalta o ser “nova criatura”, ou, um ser bom, que procura fazer o bem, uma pessoa que procura acrescentar na vida das pessoas, então, ser bom, é característica de uma pessoa salva. Sendo uma pessoa de coração limpo, que é característica de uma pessoa que pode ver a Deus como disse o próprio Jesus no Sermão do Monte, e assim, se edifica na salvação.
Sendo que não é pela Lei ou a imposição de alguma doutrina que a salvação vai acontecer. Tanto é que também está descrito que quem levanta a questão da Lei novamente, do fundamentalismo, se torna transgressor, ou seja, acaba agindo contra Deus. Se exaltarmos alguma Lei prendendo as pessoas a uma certa característica fundamentada para que ela seja salva, estamos indo contra Deus, porque Deus é de liberdade, o que significa que impor o “modo”, é retroceder ao jugo de escravidão. O que é se prender a algo que não procede da vontade de Deus, e é atitude de alguém que não vê, e não discerne corretamente.
Portanto, a salvação não pode ser definida como particularidade de alguém que se considera mais santo, de alguém que se autoconsidera na vontade de Deus por cumprir preceitos doutrinários de religião, porque a salvação consiste em única e exclusivamente do propósito de Deus para com as pessoas, que, procuram fazer o bem. Tanto é que “aquele que sabe fazer o bem e não o faz, nisto está pecando” (Tiago 4: 17), ou seja, estamos transgredindo quando o que fazemos não edifica a vida e o bem-estar das pessoas.
Sendo que o que mais edifica as pessoas, é gerar ânimo pela vida, motivacionar em prol de uma libertação! De uma nova vida! Assim, muitas pessoas procuram estabelecer sua própria justiça, baseada numa fé, numa crença que elas tem, e nesse sentido elas acabam se afastando daquilo que é o propósito original de Deus, que é essa proposta da libertação na “graça em Jesus Cristo”.

Então, Romanos também ressalta que não é pelas obras da Lei, mas pelo favor de Deus, que alcançamos justiça permanecendo firmes naquilo que da parte de Deus é revelado, semeado em nosso coração, havendo necessidade de perseverança naquilo que é pregado pelos enviados da parte de Deus, de maneira que se faz necessário o discernimento construindo sobre aquilo que desde a mocidade compreendemos que edifica não só a nossa sabedoria e conhecimentos, mas nos gera aquela cultura que nos dá flexibilidade e dinâmica para assimilarmos com lucides o propósito de Deus para a nossa vida: a Salvação, e por meio de relacionamento, ou, em comunhão com as coisas de Deus e Sua manifestação! O que deflagra em nós uma resposta ao investimento divino, que por fim, nos gera liberdade e segurança, ou, paz! Amém. 

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