"E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim." (João 12: 32)
A parusia
eminente, o advento de Cristo, que seria muito mais para um auge, um “clímax”
da Fé, um “êxtase” marcado pela hegemonia cristã mundialmente, ou pela “chuva
serôdia”,... Enfim, até que tais dias de glória não cheguem não se manifestará
em plenitude a apostasia, uma vez que está decretado um “obstáculo para Satanás
e seus planos” a fim de que o cristianismo continue se desenvolvendo.
A partir do momento em que a Fé terá
o seu auge, como declarou Jesus: "E
este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as
nações, e então virá o fim." (Mateus 24: 14), então, enquanto que não
se alcança essa ênfase máxima do cristianismo, de tal maneira que até os Judeus
se converterão, sendo que quando estes forem alcançados, haverá a ressurreição
dos mortos (de acordo com Paulo),... Até que não se completem tais dias,
Satanás estará imobilizado e limitado em sua ação, inclusive, agindo somente
através de seus partidários.
Apocalipse declara que o Arcanjo
Miguel está à frente na batalha espiritual, estando à frente da “Igreja que
ataca”, que derruba os portões do Inferno, veja: "E houve batalha no céu; Miguel e os seus anjos batalhavam contra
o dragão, e batalhavam o dragão e os seus anjos;" (Apocalipse 12: 7),
assim, o avanço da Fé, o desenvolvimento dos cristãos, acontece na medida que
Deus intervém contra “o terreno de Satanás”, permitindo, concedendo fé a Seus
ministros, como declara Paulo: "Porque
pela graça sois salvos, por meio da fé; e
isto não vem de vós, é dom de Deus." (Efésios 2: 8). Sendo
que a eficácia do cristianismo consiste na busca pela vontade de Deus. Ou seja,
na ação de Deus. Que se espera com confiança.
Como está escrito: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra
como no céu;" (Mateus 6: 10), então, na medida em que a vontade de
Deus ainda não se completa na Terra, como ela é completa nos Céus, Satanás está
preso, cercado em algemas espirituais para que não possa se manifestar mais
abundantemente, como declara Pedro: "Porque,
se Deus não perdoou aos anjos que pecaram, mas, havendo-os lançado no inferno,
os entregou às cadeias da escuridão,
ficando reservados para o juízo;" (2ª Pedro 2: 4), de tal maneira,
que quando o cristianismo atingir o seu apogeu de salvação sobre a humanidade,
virá a apostasia, sinalizando a breve soltura de Satanás, como lemos: "E
então será revelado o iníquo, a
quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da
sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder,
e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para
os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem." (2ª Tessalonicenses 2: 8-10), e
também: “E, acabando-se os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
e sairá a enganar as nações que estão sobre os quatro cantos da terra, Gogue e
Magogue, cujo número é como a areia do mar, para as ajuntar em batalha. ”
(Apocalipse 20: 7-8).
Entremeio a isso acontecerá o
arrebatamento da Igreja e da Grande Multidão, enfim, de todos que permaneceram
na verdade e sedentos da volta de Cristo. E também, nesse sentido, haverá uma
ressurreição dos mortos juntamente ao arrebatamento, devido a conversão da
comunidade judaica.
Sendo que haverá a partir daí sim, uma
breve plenitude do mal por um pouco de tempo. Como se lê: "Por isso alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Ai dos
que habitam na terra e no mar; porque o diabo desceu a vós, e tem grande ira, sabendo que já tem pouco tempo." (Apocalipse 12: 12). Numa expectativa teológica
de serem três anos e meio, ou, quarenta e dois meses. Conforme Daniel: 1290
dias, sendo que aos 1335 dias acontecerá a terceira vinda de Cristo após o
arrebatamento.
Porém, a parusia eminente, esse gemer da Criação pela manifestação dos
filhos de Deus, e também da plenitude da Fé, como também, na comunhão plena com
o Salvador pelo Espírito de Deus, ou, à medida que se dará a plenitude do
Espírito Santo sobre a Terra, como se lê: "E
há de ser que, depois derramarei o meu Espírito sobre toda a carne, e vossos
filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos
jovens terão visões." (Joel 2: 28), ou seja, a medida que se dá isso
se torna consumada a Obra e o plano de Deus. Sobrevindo a remoção dos santos
entre os demais.
Com isso, o mal ganhará liberdade,
porém, os fatos farão com que as conversões continuem a acontecer, como se lê: "E vi tronos; e assentaram-se sobre
eles, e foi-lhes dado o poder de julgar; e
vi as almas daqueles que foram degolados pelo testemunho de Jesus, e pela
palavra de Deus, e que não adoraram a besta, nem a sua imagem, e não receberam
o sinal em suas testas nem em suas mãos; e viveram, e reinaram com Cristo
durante mil anos." (Apocalipse 20: 4), ou seja, pessoas, que pelo
testemunho dos fatos, não se sujeitarão a Satanás, mesmo sob toda adversidade
maligna e de intimidação.
Assim, a chave da parusia, é este obstáculo colocado por
Deus à Satanás para que sejamos atraídos ao Criador. Buscando n’Ele alívio,
como afirmou Jesus: "Vinde a mim,
todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei." (Mateus
11: 28), esse sofrimento pela sede de Deus, não cessará até que se completem os
dias dos cristãos, inclusive, aumentará para que aumente a salvação, ou, o
número dos salvos.
Essa parusia, advento de avivamento, já aconteceu de forma
intensificada, e assim, tornará a se repetir até que haja a plenitude do
cristianismo. Bastando que alguns profetas sinceros busquem a propagação da
verdade, quer pareça oportuno ou não, mas que anunciem a revelação a qual Deus
lhes concede, como manda o recado Paulo: "Mas
tu, sê sóbrio em tudo, sofre as aflições, faze
a obra de um evangelista, cumpre o teu ministério." (2ª Timóteo 4: 5). De modo que apóstolos
e profetas sinceros e verdadeiros com Deus tenham o foco de estabelecer aquilo
que Cristo determinou para a Sua Igreja, como forma de manifestação plena do
poder de Deus, a saber, a Salvação.
Sendo que o poder de Deus não
retrocede, então, se vemos avanços do mal, é porque a ocupação do poder de Deus
está centrada nos Céus, em projetos que ainda nos sobrevirão, sendo
estabelecida uma ordem de organização que sobrevirá em avivamento aqui na
Terra. Para que recebamos o que está sendo preparado nos Céus.
Sendo assim, que o poder de Deus,
“não dando para trás”, é motivo pelo que almejemos a parusia, essa eminencia da vontade de Deus sobre todos os homens,
como declara o salmista: "Pereceria
sem dúvida, se não cresse que veria a bondade do SENHOR na terra dos viventes.
Espera no SENHOR, anima-te, e ele fortalecerá o teu coração; espera, pois, no
SENHOR." (Salmos 27: 13-14). Então, se há “aparentes vitórias” de
Satanás, que até nos abalam, porque parece que a Vontade de Deus está distante,
porém, Ele permite isso em Sua infalibilidade para que o busquemos, uma vez que
Ele é soberano sobre tudo. Permitindo com a crescente maldade a manifestação
dos Seus filhos, para que saiam de sua zona de conforto e não se acomodem. Como
lembra Paulo: "E não sede
conformados com este mundo, mas sede transformados pela renovação do vosso
entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável, e perfeita
vontade de Deus." (Romanos 12: 2).
Sendo que a “nossa manifestação”, é a
verdadeira razão de existência da parusia.
Pois como declarou Jesus: "Jesus disse-lhes: A minha comida é
fazer a vontade daquele que me enviou, e realizar a sua obra." (João 4:
34), sendo que somos verdadeiramente abastecidos quando nos condicionamos em
obediência à Palavra e vontade de Deus. Para que de fato, tudo se estabeleça na
ordem como os Céus querem que tudo se suceda.
Pelo que Deus zela, não permitindo
algo para nos derrubar, mesmo que vejamos tropeços e escândalos no
cristianismo, que é a apostatação dos
falsos, coisa que sempre existiu, mas Deus o permite, para que aprendamos a zelar
também, como lemos: "Conheço as tuas
obras, e o teu trabalho, e a tua paciência, e que não podes sofrer os maus; e puseste à prova os que dizem ser
apóstolos, e o não são, e tu os achaste mentirosos." (Apocalipse 2: 2),
de modo que o próprio Criador trará vingança sobre os que nos tentam, lembrando:
"Ai do mundo, por causa dos
escândalos; porque é mister que venham escândalos, mas ai daquele homem por
quem o escândalo vem!" (Mateus 18: 7), e ainda: "Em verdade o Filho do homem vai, como acerca dele está escrito,
mas ai daquele homem por quem o Filho do homem é traído! Bom seria para esse homem
se não houvera nascido." (Mateus 26: 24).
Então, às vezes há aparentes
retrocessos no cristianismo, justamente, não porque Deus nos abandonou, mas
porque somos submetidos às investidas da apostasia daqueles que não são da
verdade e procuram seduzir aos demais.
Portanto, não tentemos a Cristo, e
como Ele nos advertiu: “Se o teu olho
direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca
um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno. E, se a
tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te convém que se
perca um dos teus membros, e não vá todo o teu corpo para o inferno. ” (Mateus
5: 29-30), então, há sim o perigo do retrocesso! Que acontece, quando já não
nos indignamos, e não lutamos mais contra o mal.
Então, assim como se manifesta a
“sede de Deus”, gerando busca pela manifestação plena de Deus, que é a parusia, por outro lado, acontece
simultaneamente, e até pelas mesmas razões, o abandono a Deus, e da Fé, que é a
apostasia, ou, o caminho para a queda, para o inferno.
Assim, lhe permito uma avaliação de
acordo com o que entendes da Bíblia, sabendo que há muito trabalho para o
evangelho ainda pela frente no corpo de Cristo, a nos preparar, que é ignorado
por causa da pequena fé dos cristãos e suas pequenas motivações com a causa de
Cristo. Então, que nos avivemos em esperança, e não desanimemos, sabendo a
razão plena daquilo que Jesus espera de nós, para que tenhamos coragem e
ousadia em anunciar a nossa fé em Jesus, à fim de que as bênçãos aconteçam na
plenitude daquilo que Deus espera manifestar através de nós, por isso,
exortemo-nos para prosseguir em frente, sabendo que Deus não se agrada daqueles
que retrocedem, como por exemplo, por não estarem mais vendo manifestações
poderosas de milagres, como caracterizou Jesus: "Então Jesus lhe disse: Se
não virdes sinais e milagres, não crereis." (João 4: 48). Sabendo
que Deus há de prover para si próprio a nossa salvação, porém, convém que à
busquemos com perseverança naquilo que já sabemos, lembrando também: "Nós, porém, não somos daqueles que se
retiram para a perdição, mas daqueles que creem para a conservação da
alma." (Hebreus 10: 39).
Assim, estabelecemos que “a parusia e a apostasia andam de mãos
dadas”, sendo apenas reações diferentes quanto as lutas à que nos são impostas,
se com elas, blasfemamos, ou, nos firmamos em Deus mais ainda, crendo com
esperança no futuro da humanidade e a melhora das condições de nossa vida.
Pera encerar quero lembrar-lhe daquela
cena em que um empresário no setor calçadista mandou um empregado para a Índia a
fim de abrir um campo de mercado lá, e ao chegar lá, o funcionário retornou uma
ligação dizendo: “–Meu senhor, não
adianta investir nesse país, porque aqui eles não usam calçados! ”, do
mesmo modo, um concorrente calçadista também teve a ideia de mandar um
funcionário para a Índia, que lhe retornou dizendo: “–Meu senhor, temos que ampliar a fábrica, porque aqui todos eles
precisam de calçados!”, nessa via de pensamento, qual destes funcionários
lembra o nosso cristianismo? Pois se há maldades, há campo de trabalho para
Jesus e seus conservos, para a Igreja crescer, mas se todos já são perfeitos,
que razão há para que continuem na Terra? Não seria razoável que fossem
arrebatados para um lugar mais perfeito ainda? Medite nisso. Amém.
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