quarta-feira, 25 de abril de 2018

Inovações no que se adora.

"O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus." (2ª Tessalonicenses 2: 4) ... "E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira;" (2ª Tessalonicenses 2: 11).
Você já reparou que a medida que os dias avançam, aquilo que colaborava com o despertamento da fé, como costumes, ritos, tradições, vão se extinguindo de maneira que aquilo que era sagrado, cai no ridículo? Por que será que Deus permite isso? Não seria uma forma de Deus provar os homens para ver quem o respeita de fato? Ou, para ver quem zela pelas maneiras à que Deus estabeleceu para Ele se manifestar? De maneira que se os costumes forem torcidos, já não será mais Ele operando, mas sim, Satanás? O iníquo?
Mas há quem diga que tudo se renova! Correto! Porém, há ciência de “base”, de fundamentos compreendidos? Ou apenas desinteresse para prosseguir avante com contexto, de maneira que alicerces estão sendo retirados sem antes serem “absorvidos”? Mastigados?
A ordem no culto, os valores do crente, como as orações de joelhos, orações antes das refeições, os sacramentos, respeito à liderança da comunidade, enfim, inovar exageradamente, desconsiderando o que já está aí, procede da vontade de Deus? Ou é pura heresia?! De maneira que o cristianismo perca a sua autoridade cultural na essência do plano de Deus?!
Essas são algumas das perguntas que devemos nos fazer em dias atuais para não perdermos a direção de Deus, inclusive, para não acabarmos lutando contra Deus, perdendo o discernimento do que é alegórico, ou ilustrativo, do que é literal, ou verdadeiro fundamento que jamais poderá ser posto de lado. Como por exemplo; o alicerce em Cristo, de maneira que muitos estão apegados em outras coisas fabricando superstições, como de que a oração de tal fulano é mais poderosa, ou que a Bíblia aberta protege a casa e seus transeuntes, representações de gesso invocam santos e poderes de anjos, etc...
À medida que avançamos para os dias finais, se torna óbvio que a cultura cristã vá “se amoldando” ao mundo, ao invés de transformar a cultura em derredor para que prevaleça um verdadeiro avivamento, que promulga intensidade de vida na confiança plena em Cristo,... Assim, acaba acontecendo um avivamento figurado em um fundamentalismo retrocedente que impera na intenção de controle e autoridade, tornando-se tirano porque a autoridade sincera vai se perdendo por não se estabelecer na fidelidade ao básico... ou seja, é preciso sim que se evolua, porém, sem desconsiderar a revelação profética, que só surge na gratidão daqueles que se doam em favor da fé procurando com muito discernimento agradar a Deus.
John Stott, na Página 30, do livro “A arte e o ofício da pregação Bíblica”, nos diz o seguinte: “É a combinação de fidelidade com sensibilidade que cria o expositor autêntico. Mas porque esse processo é difícil, ele também é raro. A falha característica dos evangélicos é serem bíblicos, mas não contemporâneos. A falha característica dos liberais é serem contemporâneos, mas não bíblicos. Poucos de nós sequer começam a se importar com ser ambas as coisas simultaneamente.”
Ou seja, a operação do erro de que fala 2ª Tessalonicenses 2: 11; começa por “procurar atalhos”, por ir atrás de coisas que pareçam ser mais práticas, mais fáceis, à medida que todos já estão sobrecarregados com sua “rotina social” e os cuidados da vida,... Assim, conforme as coisas vão se dificultando, poucos “profetas” se dispõem a crer plenamente na providência divina, inclusive, por não se adequarem a uma disciplina correta, acabam agindo por vontade própria, querendo até impor a sua vontade à de Deus, e quanto a este pretexto de acomodação, Jesus foi enfático, ao dizer: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis." (João 5: 43).
E bem sabemos que os ensinamentos de Jesus, que se davam por meio de parábolas, não eram assim para facilitar a compreensão, mas sim, para estimular a reflexão, contanto que lemos: "E ele disse: A vós vos é dado conhecer os mistérios do reino de Deus, mas aos outros por parábolas, para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam." (Lucas 8: 10), é incrível! Mas a realidade é a de que Deus não almeja ser compreendido, porém, deseja ser obedecido, pelo que também lemos: "Vós sereis meus amigos, se fizerdes o que eu vos mando." (João 15: 14). Então, mesmo que tudo se descortine aos nossos olhos, o que Deus espera de nós é e somente será para todo o sempre: Fidelidade! Que nada mais é, do que confiança, de que mesmo que não haja mais observância dos costumes que edificaram e mantiveram o progresso da fé, mesmo que não haja mais essa disciplina que atrai a presença de Deus, mas nós, não abandonaremos o “nosso rito”, o nosso temor e respeito, ou, a nossa forma de cultuar a Deus conforme aprendemos... mesmo que por causa disso, sejamos atirados na cova com os leões, como foi o caso do Profeta Daniel, ou nos atirem em fornalha de fogo, como foi o caso destes:  "Então o rei fez prosperar a Sadraque, Mesaque e Abednego, na província de Babilônia." (Daniel 3: 30), que foram, por fim, honrados por não temerem perecer em prol daquilo que aprenderam ser fidelidade. Assim, como no passado, as gerações futuras também honrarão seus mártires para crescimento do Evangelho, como no caso daqueles que foram recentemente assassinados por crerem em Cristo pelos terroristas do Estado Islâmico...

Portanto, agora, avalie em teu coração o que se impõe ao que é Deus? Ao que é sagrado? Faça uma reflexão simples nisso, até para não acabar “brincando” com a fé daqueles que convivem “socialmente” contigo. Pois precisamos respeitar aos demais, porém, influenciar aprofundamento. Amém. 

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