(Gálatas 5): 17 Porque a carne cobiça contra
o Espírito, e o Espírito contra a carne; e estes opõem-se um ao outro, para que
não façais o que quereis.
Ou seja, aquilo que é espiritual,
divino, Lei e Espírito, se contrapõe ao que é deste mundo, morte e frieza. Ao
ponto que não parte de nós a vitória e a iniciativa, sendo necessário que
amemos a vida com todas as nossas forças, nos fortificando naquilo que parece
loucura, que é a fé, esperança e amor.
18 Mas, se sois guiados pelo
Espírito, não estais debaixo da lei.
A Lei trata da exigência contra o
homem, da tradição, ou padrão imposto como excelência necessária para
aprovação. Não considerando o fato de que a vida se renova a todo instante, a
Lei é a tradição que tenta prendê-la ao passado, como quando se põe vinho novo
em odres velhos, e remendo novo em roupa velha, que se rompem. Assim também,
coisas novas em tradições antigas detonam com tudo. Ou se mantém a tradição
antiga, ou se reformula tudo num projeto novo. Do contrário, um fará com que o
outro seja destruído. Ficando sem proveito ambos. Também, do bom tesouro do
coração se tira coisas velhas e coisas novas. Coisas que eram antigas, podem
sim, dar estrutura, base, para algo novo, porém, reinterpretadas.
Sendo que a letra, lei, impõe
exigências que forçam ao trabalho, matando e acabando com as forças, ao ponto
que o Espírito vivifica, testificando da perfeição, dando sentido ao trabalho e
o esforço de perseverar numa estrutura. Porém, o apego ao passado faz com que
sobrevenha a morte. Retrocedendo aqueles que caducam em sua própria lógica. Desse
modo, compreende-se também, que enquanto uma coisa é mantida simplesmente para
dar custo, desgaste, ela gera prejuízo, ou seja, ela se torna necessária em ser
arrancada, destituída, porém, podemos “podá-la”, reinterpreta-la, e deixa-la
por mais um tempo, se não der fruto, iremos destruí-la por completo.
Também, muitas coisas no reino de
Deus que são feitas para que haja um investimento tremendo, no fim das contas,
só desgastam e geram um peso sobremaneira, um peso exagerado sobre toda a
espiritualidade, sobre todo o corpo da vida. Sendo que a vida é pelo Espírito,
liberdade, e não pela letra, Lei, ou a tradição, que impõe trabalho para a
sustentação de uma estrutura.
Desse modo, somos podados,
aperfeiçoados, para dar fruto, acaso não viemos a dar fruto, colaborando com a
vida, somos destituídos da vida, tendo o nosso “prazo” encurtado sobre a face
da Terra. Assim Deus age conosco, e com toda estrutura, como com tudo o que é
levantado sobre a face da Terra. De maneira que tudo subsiste a um propósito, e
se não corresponder com esse propósito, é eliminado. E que propósito é este que
senão o de colaborar com os planos de Deus? De que haja virtude em todo homem? Temos
ou não virtude?! Para que se saiba que somos guiados por Deus?
Vida e morte se opõe! Portanto,
saibamos distinguir radicalmente, executando o que conhecemos de Deus
propositalmente, glorificando a Ele que conta conosco e confiou das Suas coisas
em nossas mãos. Amém.
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