(Tiago 2): 16
E algum de vós lhes disser: Ide em paz, aquentai-vos, e fartai-vos; e
não lhes derdes as coisas necessárias para o corpo, que proveito virá daí?
Há de muito e a tempos, a cultura
entre muitos cristãos de recomendar uma pessoalidade com Deus, tipo: “Vá para Deus, e ore, que Ele te
ajudará”! Será que pessoas nessa postura, são “servas”, ajudantes de Deus na
missão de propagar vida em abundância? Ou Jesus não precisa de ajudantes, e
veio para Terra apenas para nos “cantar uma linda canção de amor”, e é
impossível que algum homem alcance o Céu, a vida eterna, como se Jesus nem
existisse mais, e não há esperança para o homem?
Se Jesus não quisesse “irmãos”, ou
ajudantes, será que Ele teria contado uma parábola como a do Bom Samaritano, em
Lucas 10: 25-37, porém, esses ajudantes, só o serão se obedecerem às suas
ordens: "Mas, respondendo ele,
disse-lhes: Minha mãe e meus irmãos são aqueles que ouvem a palavra de Deus e a executam." (Lucas
8: 21). E acaso em algum dado momento Ele mandou, que nós, nos esquecêssemos da
realidade em volta para “adorá-lo”? Cantando e estudando a Bíblia, e forçando
outros a fazer o mesmo? Sem atitudes de amor concreto?!
Davi já havia declarado: "Bem-aventurado é aquele que atende ao
pobre; o SENHOR o livrará no dia do mal." (Salmos 41: 1), ou seja,
blasfema contra o Criador quem não se prontifica a ajudar, como declarou
Salomão: "O que oprime o pobre
insulta àquele que o criou, mas o que se compadece do necessitado o
honra." (Provérbios 14: 31), e mais, Salomão chega a afirmar: "Ao SENHOR empresta o que se compadece
do pobre, ele lhe pagará o seu benefício." (Provérbios 19: 17).
Lógico que não há uma negociata com Jesus
à medida de boas obras, mas, tem algum proveito adoração sem obra social?
Jesus também disse: "Porque os pobres sempre os tendes
convosco, mas a mim nem sempre me tendes." (João 12: 8), com isso
Jesus não quis que os ignorássemos, pelo contrário, sempre haverá pobres quando
as pessoas não têm Jesus... Jesus nos impulsiona assim à questionarmos todo
governo que usa dos pobres como pretensão de se estabelecer, pois a salvação
não está num governo melhor, mas na presença de Jesus no coração do governo.
17 Assim também a fé, se não tiver as obras, é morta em
si mesma."
Desse modo, fica claro que temos de
partir para a ação! Podemos, em pequenos ou grandes gestos, fazer a nossa parte
para oferecer paz e consolo aos oprimidos por esta sociedade que não tem fé
sincera, inclusive, por aqueles cristãos que vivem em delírio, aos quais Jesus
dirá: "E por que me chamais, SENHOR,
Senhor, e não fazeis o que eu digo?" (Lucas 6: 46).
“Obra social”, é o que reaviva o
cristianismo e gera esperança num mundo melhor, e não a “marcha para Jesus”, “campanhas
de evangelização”, enfim, o que Deus quer ver de nós, é “prática”, (e não Logosofia) com cada um fazendo a sua
parte, e não delírios de uma espiritualidade que nos desconecta uns dos outros
para vivermos em nossas próprias ilusões mentais, clamando a Deus egoisticamente,
nesse caso, valerá o que foi descrito em Jeremias: "Tu, pois, não ores por este povo, nem levantes por ele clamor nem
oração; porque não os ouvirei no tempo em
que eles clamarem a mim, por causa do seu mal." (Jeremias 11:
14). E ainda antes: "Portanto assim
diz o SENHOR: Eis que trarei mal
sobre eles, de que não poderão escapar; e clamarão a mim, mas eu não os ouvirei." (Jeremias 11: 11), você já pensou no
fato de que o “nosso cristianismo atual”, pode estar se tornando em maldição e
não em bênção? Amém.
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