quinta-feira, 22 de dezembro de 2016

Exageros...

(Lucas 1): 46  Disse então Maria: A minha alma engrandece ao Senhor, 47  E o meu espírito se alegra em Deus meu Salvador;
Quando Lutero “deu início a reforma protestante”, muitos quebraram as imagens e destruíram pinturas nos templos de adoração.... Lutero, era contra essa destruição, pois sabia que estas “imagens”, representavam a lembrança de pessoas santas e nos aproximavam da realidade de suas existências, assim, os santos, não eram para serem adorados, mas lembrados! De maneira que as imagens facilitavam isso, nos aproximando do “sagrado”... sendo que a “fé puramente exorcista”, repudia o crescimento do amor e da tolerância, ao que Paulo recomenda: "Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova." (Romanos 14: 22). Ou seja, se temos a “fé da graça”, incluímos e não excluímos, do contrário, não sobrará nada nem ninguém, nem nós, e somente Deus solitariamente...
48  Porque atentou na baixeza de sua serva; pois eis que desde agora todas as gerações me chamarão bem-aventurada,
No Brasil, Maria é engrandecida e lembrada através da imagem de “Nossa Senhora de Aparecida”, vimos que Maria mesma profetizou a respeito de que ela seria “a maior mulher de todos os tempos”..., porém, muitos detonam com esse imenso respeito à Maria enaltecendo o segundo mandamento, que diz: "Não farás para ti imagem de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra." (Êxodo 20: 4). Bem, se levarmos ao pé-da-letra este mandamento, logo, não poderíamos ter quadros em nossas salas-de-estar, selfies em nossos smartphones, bustos nas praças... enfim, a coisa vai longe! Ao ponto, que até uma simples fotografia com alguém que admiramos, poderia virar acusação de heresia.
49  Porque me fez grandes coisas o Poderoso; e santo é seu nome.
Paulo também cita que a medida que se aproxima a redenção final, estes fanatismos, “exclusões” por falta de amor, aconteceriam com muito mais frequência, ao que ele alertou: "O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus."  (2ª Tessalonicenses 2: 4), “adoração”, no contexto deste texto, é tudo que se respeita, inclusive, certos rituais como a oração decorada..., e, objetos para a realização dos cultos, como crucifixos e velas!
O livro de Daniel, nos dá uma ideia do quanto que isso é importante diante de Deus, veja: “Havendo Belsazar provado o vinho, mandou trazer os vasos de ouro e de prata, que Nabucodonosor, seu pai, tinha tirado do templo que estava em Jerusalém, para que bebessem neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. Então trouxeram os vasos de ouro, que foram tirados do templo da casa de Deus, que estava em Jerusalém, e beberam neles o rei, os seus príncipes, as suas mulheres e concubinas. Beberam o vinho, e deram louvores aos deuses de ouro, de prata, de bronze, de ferro, de madeira, e de pedra. Na mesma hora apareceram uns dedos de mão de homem, e escreviam, defronte do castiçal, na caiadura da parede do palácio real; e o rei via a parte da mão que estava escrevendo. Mudou-se então o semblante do rei, e os seus pensamentos o turbaram; as juntas dos seus lombos se relaxaram, e os seus joelhos batiam um no outro. ” (Daniel 5: 2-6).

Iríamos nós também brincar com a fé dos demais que se apoiam em objetos consagrados? Pensemos novamente no que disse Paulo: “.... Tens tu fé? Tem-na em ti mesmo diante de Deus…”, ou seja, não criemos conflito com coisas que não entendemos do porquê que Deus permitiu em nosso meio, para que não sejamos amaldiçoados pelo próprio Deus, a exemplo de Belsazar que tremeu de medo ao ponto de seus joelhos baterem um no outro. Pois uma coisa é o conceito dos homens, outra, é o de Deus. Amém. 

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