"Ora, muito me regozijei no Senhor por finalmente reviver a vossa
lembrança de mim; pois já vos tínheis lembrado, mas não tínheis tido
oportunidade. Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a
contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância;
em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura,
como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me
fortalece."
(Filipenses 4: 10-13).
Como dizem: “–Há tempo para tudo!”. O que a Bíblia concorda e confirma em
Eclesiastes três, ou não lemos? (:) "Tudo
tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do
céu." (Eclesiastes 3: 1), no entanto, a aceitação disso é que gera a esperança
de que mesmo que passemos por sofrimentos, assim também, podemos ter dias
melhores! E de pleno conforto. No entanto, tudo depende de como encaremos a
realidade, pois não devemos nos traumatizar, mas, mesmo sendo provados, devemos
encarar a tudo com firmeza e esforço, afinal, podemos “...todas as coisas em Cristo que me
fortalece.”. Ou seja, nenhuma adversidade vem para nos destruir, mas
para nos dignificar diante do Criador, ao que é óbvio: "O que vencer será
vestido de vestes brancas, e de maneira nenhuma riscarei o seu nome do livro da
vida; e confessarei o seu nome diante de meu Pai e diante dos seus anjos."
(Apocalipse 3: 5), lembre, “aquele que vencer”! O que significa que devemos dar
o nosso esforço, o nosso empenho em prol de achar agrado diante do Criador.
Afinal, fidelidade só é se for
provada! E como lemos: "Não veio
sobre vós tentação, senão humana; mas fiel é Deus, que não vos deixará tentar
acima do que podeis, antes com a tentação dará também o escape, para que a
possais suportar." (1ª Coríntios 10: 13), e ainda: "Bem-aventurado o homem que suporta a
tentação; porque, quando for provado, receberá a coroa da vida, a qual o Senhor
tem prometido aos que o amam." (Tiago 1: 12). Nesse sentido, há a
necessidade de aprender, e aceitar passar pelas provas "... porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância...".
Lógico, a palavra de Deus também
adverte: "Mas todos nós somos como o
imundo, e todas as nossas justiças como
trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas
iniquidades como um vento nos arrebatam." (Isaías 64: 6), o que nos dá
a entender que pelo nosso esforço próprio, jamais seremos absolutamente santos,
ou, completamente perfeitos diante de Deus, pois pondera a corrupção da queda no
Éden em toda a Criação, e como Paulo adverte: "Sendo justificados gratuitamente pela sua graça, pela redenção
que há em Cristo Jesus." (Romanos 3: 24), e ainda: "Concluímos, pois, que o homem é
justificado pela fé sem as obras da lei." (Romanos 3: 28), e mais: "Por isso nenhuma carne será
justificada diante dele pelas obras da lei, porque pela lei vem o conhecimento
do pecado." (Romanos 3: 20). O que significa dizer que buscar se
justificar cumprindo “regras”, não é o caminho! Mas o que nos justifica, é a
nossa postura, principalmente em relação a Cristo: "De maneira nenhuma; sempre seja Deus verdadeiro, e todo o homem
mentiroso; como está escrito: Para que sejas justificado em tuas palavras, e
venças quando fores julgado." (Romanos 3: 4), e ainda: "Porque Deus encerrou a todos debaixo
da desobediência, para com todos usar de misericórdia." (Romanos 11: 32),
o que designa que somos salvos por crermos que “Deus nos salvará”, ou seja, por
dispormos confiança e fé em Deus, mesmo que não consigamos exercer a justiça
como gostaríamos e as provas parecem maiores que as nossas forças, ou pelo
menos, maiores que a nossa vontade em enfrenta-las, mas por acreditar que Jesus
já fez tudo por nós, como Ele mesmo declarou: “… Está consumado..."
(João 19: 30). Então, assim, tomamos posse da vida eterna e de toda sorte de
conforto, por confiar em Jesus, como sendo Ele o nosso vivificador...
O que não nos isenta de
responsabilidades, achando “que basta crer e está tudo resolvido”, pelo
contrário, como Jesus mesmo declarou: "E
o rei, entrando para ver os convidados, viu
ali um homem que não estava trajado com veste de núpcias." (Mateus
22: 11), o que ademais quer dizer que devemos participar da Igreja, da
santificação por esforços, e acima de tudo, dos sofrimentos de Cristo em prol
das almas que resistem ao Espírito Santo, e da compreensão da vontade de Deus,
das Escrituras Sagradas. Tudo isso, a fim de que tenhamos o “traje”, ou, “o
testemunho”, diante de Deus e seus santos.
Também, o andar em união com o
Espírito Santo, entendendo os propósitos de Deus com nossa vida, por meio de fé
perseverante em obediência aos planos de Deus, nos assegura que estamos
participando do “Corpo”, da Igreja, da intimidade com Deus, inclusive, através
do sofrimento, como lemos: "E eu
disse-lhe: Senhor, tu sabes. E ele disse-me: Estes são os que vieram da grande
tribulação, e lavaram as suas vestes e
as branquearam no sangue do Cordeiro." (Apocalipse 7: 14), o que
caracteriza que a fidelidade aos princípios, como o amor sem acepção de
pessoas, lógico, conforme nossas condições e o tamanho de nossa fé, mas é isso que
nos confere a atenção de Deus e Sua aprovação para com nosso esforço, de tanto
que lemos: "Mas também tens em
Sardes algumas pessoas que não
contaminaram suas vestes, e comigo andarão de branco; porquanto são dignas
disso." (Apocalipse 3: 4), assim, a santidade é possível e necessária
para que não nos acheguemos de mãos vazias diante do Criador, que nos recompensará,
tanto desde já, mas principalmente na Eternidade, e pensar assim, não é um
erro. Pelo contrário, é ir ao encontro da Verdade. Nos concedendo
fortalecimento em Cristo. Amém.
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