“Foram apedrejados, serrados, tentados, mortos ao fio da espada; andaram
vestidos de peles de ovelhas e de cabras, desamparados, aflitos e maltratados
(Dos quais o mundo não era digno), errantes
pelos desertos, e montes, e pelas covas e cavernas da terra. E todos
estes, tendo tido testemunho pela fé, não alcançaram a promessa, provendo Deus
alguma coisa melhor a nosso respeito, para que eles sem nós não fossem
aperfeiçoados.”
(Hebreus 11: 37-40).
Uma coisa muito observável na
sociedade moderna é a “crise de autoridade”, quando por causa da homogeneização
cultural e social as pessoas ficam dispersas sem saber a quem devem ouvir,
confiar, ou inclusive, rejeitam ouvir os sinceros por causa de suas próprias
opiniões e inquietações, e até, querem mais é mandar, ao invés de aceitarem a
se sujeitar a alguém como se não existissem mais profetas sinceros, enviados, e
comprometidos com a causa de Deus... como se não precisássemos de alguém que
pregue, que anuncie a verdade!
Paulo chega a declarar: "Visto como na sabedoria de Deus o
mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes
pela loucura da pregação." (1ª Coríntios 1: 21), ou seja, há uma
ordenança entrelaçada espiritualmente da qual os rebeldes não fazem parte, e
munidos da sabedoria própria, obscura, inclusive da doutrinação do anticristo,
porque Paulo também afirma: "Porque
está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a inteligência
dos inteligentes." (1ª Coríntios 1: 19), e ainda mais: "E outra vez: O Senhor conhece os pensamentos
dos sábios, que são vãos."
(1ª Coríntios 3: 20), ao que Paulo também declara acerca da fé: "Para que a vossa fé não se apoiasse em
sabedoria dos homens, mas no poder de
Deus." (1ª Coríntios 2: 5).
Ou seja, a miscigenação cultural
desorienta a sociedade ao ponto de desorganizá-la a fim de que aconteça e
retorne a selvageria, de maneira que a compreensão “global” se obscureça e que
os homens se desinteressem numa estrutura governamental confiável, cuja qual, acaba
por partir para a tirania. Isso sempre foi observável na história da humanidade
a partir do momento em que desaparece o temor de Deus em consideração aos seus
enviados, os quais passam a sofrer perseguição e deboche em todas as áreas e
níveis do propósito de seu chamado, se tornando escárnio e coisa ridícula para
os seus conterrâneos, que como diz o escritor de Hebreus: (Dos quais o mundo não era digno), ao que João complementa: "Vede quão grande amor nos tem
concedido o Pai, que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso o mundo não nos conhece; porque não o conhece a ele." (1ª João 3: 1). Inclusive, ressaltando
que nem tudo o que é “pop”, popular, é santo...
Visto que a nossa adoção de filhos do
Altíssimo, corresponde a uma agilidade maior em lidar com a nossa Era que os
antigos “filhos” possuíam para testemunhar acerca do poder de Deus para os
seus. Sendo que a cultura e a história nos permitem uma flexibilidade maior
para interagir socialmente a fim de que de fato sejamos melhores “pescadores de
homens” do que aqueles que Deus permitiu que morressem calados em prol da fé.
Assim, o nosso “testemunho” prefigura uma autoridade mais convincente e
consistente do que aquela daqueles que morreram calados, e a tal ponto, que a
medida que Cristo se torna conhecido, também nós participaremos de Seu
ministério levantando “pessoas mais autênticas” quanto ao o que a sociedade
necessita de momento para que ela se reorganize, o que garantirá a nossa
participação em medida a que formos descobertos juntamente com Cristo. Ou seja,
a influência fica, porém, a atitude quanto ao propósito de Cristo é que muda...
a partir do momento em que a humanidade despertará, acordará para a verdade, e
cooperará com a fé.
Porém, sem o nosso testemunho, não
haveria o porquê, ou motivo, para que se acreditasse na conversão e avivamento
da fé, e no despertamento a uma paixão pela vida, que fará com que se almeje
que ela dure para sempre, sendo que autoridades atuais deixam muito a desejar
em servir para que a vida se torne mais atraente, e se as pessoas não quiserem
viver, não há razão para que Cristo se manifeste. Uma vez que a Sua
manifestação gera vida e vida em abundância, de modo que pela fé é preciso que
se queira viver, e o fato de que muitos prefiram a morte, torna em escárnio
qualquer tentativa de ordem social, uma vez que essa ordem não favorece
equilíbrio. Que pensemos em “quais grãos de mostarda”, pequenos gestos, teremos
para que a verdade se prolifere conferindo autoridades autênticas que virão ao
nosso encontro. Amém.
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