"E por que não dizemos (como somos blasfemados, e como alguns dizem
que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é
justa." (Romanos
3: 8).
Eu estou à pelo menos uma semana
“remoendo esse versículo”, e embromando para me arriscar à escrever sobre esse
texto de Romanos três! Pois que, se pegarmos-lhe “ao pé da letra”, certamente
que faremos muitos desistirem da Fé! Pois afinal, qual é a vantagem em ser
cristão, inclusive, frequentar alguma denominação cristã e ser confiante na
doutrina dela, quando Paulo diz: “... A
condenação desses é justa.” Ou não é verdade que em nome do progresso,
cristãos de todas as partes, têm destruído a Natureza? E atrapalhado a ordem
social com fanatismos, ao ponto, que já não é mais blasfêmia, mas sim, se torna
verdade que estamos fazendo “...males,
para que venham bens.”?
Sem falar das guerras em nome de uma
ideologia, e até, “doutrina”, que sobrepuja a si as demais como ultrajantes!
Dos bichinhos que são mortos em favor da gula?! E de toda competição idolátrica
em busca do primeiro lugar, que pisa e oprime direitos que haviam sido
estabelecidos, conquistados, pelos demais?! Quem escapará? Se Deus já havia
advertido a Caim a respeito dessa vaidade: "Se
bem fizeres, não é certo que serás aceito? E se não fizeres bem, o pecado jaz à
porta, e sobre ti será o seu desejo, mas sobre ele deves dominar."
(Gênesis 4: 7), sabemos, Caim fracassou! E enciumado, matou seu próprio irmão
Abel. Simplesmente por Deus ter se agradado mais da “adoração” de Abel.
Jesus é a luz que nos dá o poder de
predominar sobre o pecado e ter acesso irrestrito aos poderes dos Céus pela
obediência a Ele, como está descrito: "Mas,
a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus,
aos que creem no seu nome;" (João 1: 12), contanto, a condição é que é
pela fé n’Ele que nos restabelecemos como reis, como que se agora Deus se
manifestasse fora da Lei e seus ritos, para que fôssemos vindos a ser filhos sem
que houvesse uma ordenança à nos privilegiar, ou privilegiar alguém de antemão,
e que faz com que todos sejam adotivos, segundo a ministração do poder de Deus
na vida dos que guardam a Palavra e adorando-o em sinceridade maior pela fé,
aos quais, se sobressaem melhor às tentações e as provas a fim de sermos
aprovados como fiéis Àquele que nos chamou, a saber, Jesus Cristo, não
prevalecendo nós com algo compreensível, mas simplesmente, pela poderosa Graça
de Deus, ao que Paulo ainda declara antes: "Mas,
se pela minha mentira abundou mais a verdade de Deus para glória sua, por que
sou eu ainda julgado também como pecador?" (Romanos 3: 7)...
Ou seja, dar os méritos em plena
atenção para Jesus e Sua misericórdia, o que alguns chamam de cristocentrismo, é o que faz de nós
dignos dos Céus à medida que irradiamos a luz de Cristo como forma de que
passamos a ser “parecidos” com Ele, ou, exercitores da justiça, à medida que
não recusamos as virtudes celestes buscando inclusive a sua perpetuação em
maneira de dom que edifica e que nos é essencial, sabendo, que se não nos negamos
a buscar o estabelecimento do reino dos Céus como soberania e elevação da
vontade de Jesus Cristo, e do Pai, sob tutela de aceita-lo como autoridade
máxima, nos é garantida a aprovação do Pai que nos isenta da condenação à qual
o próprio Cristo se referiu: "E a
condenação é esta: Que a luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas
do que a luz, porque as suas obras eram más." (João 3: 19).
E que luz que é essa que senão andar
por fé na providência do propósito do próprio Jesus Cristo com nossa vida e
tudo que nos sucede, brilhando a autoridade de Cristo? Do qual somos extensão? Sendo
que tudo a que possamos nos apegar, é fútil e transitório, quando buscamos
estabelecer “seguranças”, ou, garantias!? Que nos permitissem tudo ser
estabelecido em função de uma “ordem” que nós próprios consideramos como
elementar, quando em verdade, é totalmente vulnerável? Ao que Paulo conclui
indagando: "Anulamos, pois, a lei
pela fé? De maneira nenhuma, antes estabelecemos a lei." (Romanos 3:
31), ou seja, por Deus ser de ordem e não de confusão, somente pela fé é que é
edificada a plenitude dos planos de Deus para com os homens, para conosco...
Portanto, pela fé, sabendo que o
mundo jaz no maligno, podemos ter nova esperança quanto ao futuro, de maneira
que tomamos posse das bem-aventuranças prometidas aos que creem, e
estabelecemos a ordem provinda da parte de Deus aos que perseveram, exorcizando-se
do sistema de coisas atual, renovando a vida através da abnegação do desejo
natural, inclusive, estabelecendo uma disciplina que edifica a adoração a Deus
em níveis mais concretos de obediência por fé constante, o que, por um plano
maior, nos torna totalmente sujeitos a sermos podados! Ou você acha que Deus
brinca com nossas almas? Tudo o que conquistaste pela fé, e aquilo que você
perdeu por permissão de Deus, e que pode ter doído muito, porém, esta poda, tem
por fim algo maior e melhor planejado por Deus, e que se torna evidenciado, à
medida do desenvolver do teu relacionamento com o Criador. Ou seja, tudo sucede
a fim de que prevaleça o essencial, e da maneira mais pura e genuína, sendo que
a fé pura gera a manifestação de Deus, mas, têm de ser a fé em Jesus Cristo,
tanto na Sua pessoa como em Seu caráter expresso na Palavra, que ao nos ser
conhecido, nos concede salvação bem estabelecida por sabermos o que fazer para
agradá-lo, que é ter fé. Amém.
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