terça-feira, 13 de março de 2018

Tirania egoísta.

“Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR.” (Jeremias 23: 23-24).
Todo profeta é uma autoridade levantada por Deus para endireitar as veredas de Seu povo, a Igreja... e como geralmente as autoridades são suscetíveis conforme os propósitos de Deus com cada uma, é normal então que toda autoridade deposta questione a autenticidade do subsequente, porém, o problema é quando deve acontecer essa troca “de importância”, e o deposto resiste em renunciar ao poder, Jesus mesmo enfrentou isso drasticamente quando os “rabinos” de Sua época incutidos “de que a coisa estava fugindo do controle deles”, então, simplesmente vieram com o seguinte para Jesus: "E, chegando ao templo, acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os anciãos do povo, dizendo: Com que autoridade fazes isto? E quem te deu tal autoridade?" (Mateus 21: 23).
Desqualificar as autoridades, é, geralmente, o primeiro passo para empossar uma autoridade “que vem em nome próprio”! Segundo o desejo de homens que não aceitam servir, inclusive, se iludem como uma liberdade profana, como os filhos desobedientes aos pais, ao que Jesus mesmo advertiu: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse aceitareis." (João 5: 43), Israel sempre teve disso! (lembrando que Jesus veio para dar sequência e reformar, instaurando o verdadeiro sentido da adoração, e não para fundamentar algo que já não tivesse sido anunciado anteriormente nas Escrituras pelos profetas, de tanto, que Jesus era submisso às autoridades).
Porém, Israel também desqualificou as autoridades “proféticas” nos tempos antigos, quando, por exemplo, estabeleceram a monarquia com o objetivo de o próprio povo de Deus escolher as suas lideranças, suas autoridades, à semelhança das circunvizinhanças, tanto que Deus praticamente diz: “Deixa que se virem”, ao dar o seguinte recado ao Seu “profeta verdadeiro”, um enviado: "E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles." (1ª Samuel 8: 7). Sendo que o profeta é enviado a “ungir” a Saul como rei, quase que numa tentativa de Deus em não abandoná-los completamente: "E quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu te falei. Este dominará sobre o meu povo." (1ª Samuel 9: 17)... "Então tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o SENHOR por capitão sobre a sua herança?" (1ª Samuel 10: 1). Porém, também sabemos, que mesmo assim, Deus ainda mostrou Seu braço forte levantando a Davi, que Lhe era mais temeroso, em lugar de Saul!
Assim, quando o povo questiona as autoridades monopolizadas que são instituídas pelo próprio Deus, como em visão disso, no caso dos 12 Apóstolos que se asseguraram para a prioridade profética para que permanecessem “úteis” a Deus e a Igreja, conforme como lemos: "E os doze, convocando a multidão dos discípulos, disseram: Não é razoável que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas." (Atos 6: 2), ou seja, se alguém tem chamado?! Também deve saber discernir as suas prioridades para que possa ser útil por mais tempo, não havendo necessidade que Deus levante outros, sabendo que a autoridade dum eleito, dura o tempo que este aguenta servir conforme o seu dom, e se não “ajuda” a todos?! É óbvio que alguém se revoltará! E o atual será deposto por alguém mais perfeito, ou mais apropriado. Tanto que Jesus enfatiza: “E ele, assentando-se, chamou os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos. E, lançando mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou.” (Marcos 9: 35-37).

Em outras palavras, toda autoridade temente a Deus para permanecer estabelecida, não pode pensar em si própria, mas nos outros, nos pequenos que virão, ou, naquelas gerações que por enquanto “ainda nem existem”, sendo ainda sonhos de Deus, mas que virão! Esta perspectiva de investir no futuro é fundamental para que uma autoridade cumpra com o propósito ao que Deus a designou, tanto o “pai de família” como o pastor da comunidade, sê se desviar disso, torna-se tirano e Deus levantará outros segundo o que Deus tem proposto. Pois Deus jamais abandonará aos que Lhe forem tementes, por menor número que sejam,... E, perto ou longe, mas, Deus está a par de tudo e declara: "Porventura pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti."  (Isaías 49: 15). Peça por mais sabedoria a Deus. Amém. 

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