“Porventura sou eu Deus de perto, diz o SENHOR, e não também Deus de
longe? Esconder-se-ia alguém em esconderijos, de modo que eu não o veja? diz o
SENHOR. Porventura não encho eu os céus e a terra? diz o SENHOR.” (Jeremias 23: 23-24).
Todo profeta é uma autoridade
levantada por Deus para endireitar as veredas de Seu povo, a Igreja... e como
geralmente as autoridades são suscetíveis conforme os propósitos de Deus com
cada uma, é normal então que toda autoridade deposta questione a autenticidade
do subsequente, porém, o problema é quando deve acontecer essa troca “de importância”,
e o deposto resiste em renunciar ao poder, Jesus mesmo enfrentou isso
drasticamente quando os “rabinos” de Sua época incutidos “de que a coisa estava
fugindo do controle deles”, então, simplesmente vieram com o seguinte para
Jesus: "E, chegando ao templo,
acercaram-se dele, estando já ensinando, os príncipes dos sacerdotes e os
anciãos do povo, dizendo: Com que
autoridade fazes isto? E quem te deu tal autoridade?" (Mateus
21: 23).
Desqualificar as autoridades, é,
geralmente, o primeiro passo para empossar uma autoridade “que vem em nome
próprio”! Segundo o desejo de homens que não aceitam servir, inclusive, se
iludem como uma liberdade profana, como os filhos desobedientes aos pais, ao
que Jesus mesmo advertiu: "Eu vim em
nome de meu Pai, e não me aceitais; se outro vier em seu próprio nome, a esse
aceitareis." (João 5: 43), Israel sempre teve disso! (lembrando que Jesus veio para dar sequência
e reformar, instaurando o verdadeiro sentido da adoração, e não para fundamentar
algo que já não tivesse sido anunciado anteriormente nas Escrituras pelos
profetas, de tanto, que Jesus era submisso às autoridades).
Porém, Israel também desqualificou as
autoridades “proféticas” nos tempos antigos, quando, por exemplo, estabeleceram
a monarquia com o objetivo de o próprio povo de Deus escolher as suas
lideranças, suas autoridades, à semelhança das circunvizinhanças, tanto que
Deus praticamente diz: “Deixa que se
virem”, ao dar o seguinte recado ao Seu “profeta verdadeiro”, um enviado: "E disse o SENHOR a Samuel: Ouve a voz
do povo em tudo quanto te dizem, pois não te têm rejeitado a ti, antes a mim me
têm rejeitado, para eu não reinar sobre eles." (1ª Samuel 8: 7). Sendo que o profeta é enviado a “ungir” a Saul como rei, quase que numa tentativa de
Deus em não abandoná-los completamente: "E
quando Samuel viu a Saul, o SENHOR lhe respondeu: Eis aqui o homem de quem eu
te falei. Este dominará sobre o meu povo." (1ª Samuel 9: 17)... "Então tomou Samuel um vaso de azeite,
e lho derramou sobre a cabeça, e beijou-o, e disse: Porventura não te ungiu o
SENHOR por capitão sobre a sua herança?" (1ª Samuel 10: 1). Porém,
também sabemos, que mesmo assim, Deus ainda mostrou Seu braço forte levantando
a Davi, que Lhe era mais temeroso, em lugar de Saul!
Assim, quando o povo questiona as
autoridades monopolizadas que são instituídas pelo próprio Deus, como em visão
disso, no caso dos 12 Apóstolos que se asseguraram para a prioridade profética para
que permanecessem “úteis” a Deus e a Igreja, conforme como lemos: "E os doze, convocando a multidão dos
discípulos, disseram: Não é razoável
que nós deixemos a palavra de Deus e sirvamos às mesas." (Atos 6: 2), ou seja, se alguém tem
chamado?! Também deve saber discernir as suas prioridades para que possa ser
útil por mais tempo, não havendo necessidade que Deus levante outros, sabendo
que a autoridade dum eleito, dura o tempo que este aguenta servir conforme o
seu dom, e se não “ajuda” a todos?! É óbvio que alguém se revoltará! E o atual
será deposto por alguém mais perfeito, ou mais apropriado. Tanto que Jesus
enfatiza: “E ele, assentando-se, chamou
os doze, e disse-lhes: Se alguém quiser ser o primeiro, será o derradeiro de todos e o servo de todos. E, lançando
mão de um menino, pô-lo no meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes:
Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe; e qualquer
que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou.” (Marcos 9:
35-37).
Em outras palavras, toda autoridade
temente a Deus para permanecer estabelecida, não pode pensar em si própria, mas
nos outros, nos pequenos que virão, ou, naquelas gerações que por enquanto
“ainda nem existem”, sendo ainda sonhos de Deus, mas que virão! Esta
perspectiva de investir no futuro é fundamental para que uma autoridade cumpra
com o propósito ao que Deus a designou, tanto o “pai de família” como o pastor
da comunidade, sê se desviar disso, torna-se tirano e Deus levantará outros
segundo o que Deus tem proposto. Pois Deus jamais abandonará aos que Lhe forem
tementes, por menor número que sejam,... E, perto ou longe, mas, Deus está a
par de tudo e declara: "Porventura
pode uma mulher esquecer-se tanto de seu filho que cria, que não se compadeça
dele, do filho do seu ventre? Mas ainda que esta se esquecesse dele, contudo eu não me esquecerei de ti." (Isaías 49: 15). Peça por mais sabedoria a
Deus. Amém.
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