“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e
vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e
disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra;
e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E
Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14: 18-20)... "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me
roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados,
porque a mim me roubais, sim, toda esta nação." (Malaquias 3: 8-9)... “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu
Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte
do preço da herdade? Guardando-a
não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste
este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E
Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre
todos os que isto ouviram.” (Atos 5: 3-5)... "De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico
(porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro
sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado
segundo a ordem de Arão?" (Hebreus 7: 11).
"Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas
Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões,
até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta
pelos anjos na mão de um medianeiro. Ora, o medianeiro não o é de um só,
mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas
de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse
vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura
encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que
a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé
que se havia de manifestar." (Gálatas 3: 18-23), ou seja, a Lei tem por objetivo evitar a
negligência com a verdade, e com o propósito de Deus, porém, a Lei, e sistemas
teológicos, não tem proveito nenhum quando a pessoa de Jesus é posta de lado,
sendo a pessoa de Jesus o centro de toda pregação bíblica, o que torna tudo
obviamente simples quando depositamos a nossa confiança em Jesus Cristo, e por
menosprezar esse fato, a própria “teologia” não pode progredir, por ignorar o
único e mais eficaz fundamento, sendo que o demais, ou toda doutrina teológica,
perde sua valia, ou, se torna desnecessária quando há sincera dependência e
obediência em Jesus, ao que Ele mesmo disse: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele,
esse dá muito fruto; porque sem mim
nada podeis fazer." (João
15: 5).
Quando botamos nossos objetivos, como
dinheiro e prosperidade, à frente de Jesus e sua vontade, como se Jesus pudesse
ficar em segundo plano, então, erramos o alvo, e já não anunciamos mais
evangelho, boa-nova, e sim um sistema ideológico que procede do desígnio de
nosso coração, revelando a nossa verdadeira face pecadora, porque se erramos o
alvo, somos transgressores, pecadores de fato, já não havendo mais quem possa
nos livrar... como adverte Hebreus: "Porque
é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom
celestial, e se tornaram participantes
do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século
futuro, e recaíram, sejam outra vez
renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo
crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." (Hebreus 6: 4-6),
sendo que a conclusão que se chega, é a de que as pessoas que ignoram o Filho
de Deus, ou se fizeram anticristos, ou nunca conheceram a verdade!... o que é
mais óbvio que tenham “chegado perto”, mas endureceram o coração pelo caminho,
ficando para trás na jornada a que Jesus nos propõe.
Eu citei acima Melquisedeque,
simples, se formos fundamentalistas e interpretaríamos a “Lei” de forma
literal, logo, já não é a Cristo que dizimaríamos, porque os dízimos
literalmente, se constituem para o os levitas, ou, à ordem de Levi, do qual
temos os descendentes de Arão, que Jesus não fez parte... também os dízimos se constituem para o
sustento dos mais necessitados, órfãos e viúvas, e não para um imperialismo
clérigo, de tanto, que há até a observação: "A
religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as
viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago
1: 27), lembremos que há o acrescento de guardar-se puro, santo. Ou seja, fiel
a Jesus.
Portanto, se Jesus pede o “nosso
bolso”, é com o bolso que glorificaremos a Jesus, porém, não estaremos isentos
do demais, como se pudéssemos comprar a Deus. Então, se já for um peso
contribuir com os evangelistas, por mais será fazer aquilo que o evangelho nos
designa, que é entregar a nossa vida para Jesus, confiando em seu amor, o que
nos faz amar também e por gratidão. No entanto, se queremos apenas o favor de
Jesus, então não é a Jesus que queremos, mas, assim como os poderosos exploram
o povo, procuramos explorar a Jesus, e caímos naquela teia que declara Paulo: "Mas
os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em
muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na
perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de
males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si
mesmos com muitas dores." (2ª Timóteo 6: 9-10).
O que nos explicita sim que o
Evangelho, consiste em caridade, em solidariedade, e abnegação em prol da
salvação dos nossos amados, o que deixa claro que o egoísmo, no sentido de
reter para si, não ganha espaço no conhecimento das profundezas de Deus, de Sua
ciência e mistérios, contanto, que nem o conhecimento pode ser “guardado” para
nós próprios, ao que Paulo também anuncia: "Porque,
se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa
obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1ª Coríntios 9:
16), o que nos traz obviamente uma responsabilidade de contribuir com a vontade
de Deus: "Que quer que todos os
homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade." (1ª Timóteo 2:
4), portanto, tens tu retido “a patente” daquilo que deveria motivar aos demais?
Atualmente, vivemos na Era da
informação, onde o conhecimento é poder! Portanto, a informação que Deus nos
concede e escondemos, é o talento que Ele cobrará das nossas mãos, se
escondemos, ou, se fizemos prosperar, gerando fruto no Reino. Se “roubamos de
Deus”?! Ou, se investimos em Deus, aplicando-o na edificação de nosso próximo, fica
a pergunta: O que estas fazendo com o que Deus lhe confiou? Pense. Amém.
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