sábado, 24 de março de 2018

Sobre os dízimos.

“E Melquisedeque, rei de Salém, trouxe pão e vinho; e era este sacerdote do Deus Altíssimo. E abençoou-o, e disse: Bendito seja Abrão pelo Deus Altíssimo, o Possuidor dos céus e da terra; e bendito seja o Deus Altíssimo, que entregou os teus inimigos nas tuas mãos. E Abrão deu-lhe o dízimo de tudo.” (Gênesis 14: 18-20)... "Roubará o homem a Deus? Todavia vós me roubais, e dizeis: Em que te roubamos? Nos dízimos e nas ofertas. Com maldição sois amaldiçoados, porque a mim me roubais, sim, toda esta nação." (Malaquias 3: 8-9)... “Disse então Pedro: Ananias, por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo, e retivesses parte do preço da herdade? Guardando-a não ficava para ti? E, vendida, não estava em teu poder? Por que formaste este desígnio em teu coração? Não mentiste aos homens, mas a Deus. E Ananias, ouvindo estas palavras, caiu e expirou. E um grande temor veio sobre todos os que isto ouviram.” (Atos 5: 3-5)... "De sorte que, se a perfeição fosse pelo sacerdócio levítico (porque sob ele o povo recebeu a lei), que necessidade havia logo de que outro sacerdote se levantasse, segundo a ordem de Melquisedeque, e não fosse chamado segundo a ordem de Arão?" (Hebreus 7: 11).
"Porque, se a herança provém da lei, já não provém da promessa; mas Deus pela promessa a deu gratuitamente a Abraão. Logo, para que é a lei? Foi ordenada por causa das transgressões, até que viesse a posteridade a quem a promessa tinha sido feita; e foi posta pelos anjos na mão de um medianeiro. Ora, o medianeiro não o é de um só, mas Deus é um. Logo, a lei é contra as promessas de Deus? De nenhuma sorte; porque, se fosse dada uma lei que pudesse vivificar, a justiça, na verdade, teria sido pela lei. Mas a Escritura encerrou tudo debaixo do pecado, para que a promessa pela fé em Jesus Cristo fosse dada aos crentes. Mas, antes que a fé viesse, estávamos guardados debaixo da lei, e encerrados para aquela fé que se havia de manifestar." (Gálatas 3: 18-23), ou seja, a Lei tem por objetivo evitar a negligência com a verdade, e com o propósito de Deus, porém, a Lei, e sistemas teológicos, não tem proveito nenhum quando a pessoa de Jesus é posta de lado, sendo a pessoa de Jesus o centro de toda pregação bíblica, o que torna tudo obviamente simples quando depositamos a nossa confiança em Jesus Cristo, e por menosprezar esse fato, a própria “teologia” não pode progredir, por ignorar o único e mais eficaz fundamento, sendo que o demais, ou toda doutrina teológica, perde sua valia, ou, se torna desnecessária quando há sincera dependência e obediência em Jesus, ao que Ele mesmo disse: "Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer." (João 15: 5).
Quando botamos nossos objetivos, como dinheiro e prosperidade, à frente de Jesus e sua vontade, como se Jesus pudesse ficar em segundo plano, então, erramos o alvo, e já não anunciamos mais evangelho, boa-nova, e sim um sistema ideológico que procede do desígnio de nosso coração, revelando a nossa verdadeira face pecadora, porque se erramos o alvo, somos transgressores, pecadores de fato, já não havendo mais quem possa nos livrar... como adverte Hebreus: "Porque é impossível que os que já uma vez foram iluminados, e provaram o dom celestial, e se tornaram participantes do Espírito Santo, e provaram a boa palavra de Deus, e as virtudes do século futuro, e recaíram, sejam outra vez renovados para arrependimento; pois assim, quanto a eles, de novo crucificam o Filho de Deus, e o expõem ao vitupério." (Hebreus 6: 4-6), sendo que a conclusão que se chega, é a de que as pessoas que ignoram o Filho de Deus, ou se fizeram anticristos, ou nunca conheceram a verdade!... o que é mais óbvio que tenham “chegado perto”, mas endureceram o coração pelo caminho, ficando para trás na jornada a que Jesus nos propõe.
Eu citei acima Melquisedeque, simples, se formos fundamentalistas e interpretaríamos a “Lei” de forma literal, logo, já não é a Cristo que dizimaríamos, porque os dízimos literalmente, se constituem para o os levitas, ou, à ordem de Levi, do qual temos os descendentes de Arão, que Jesus não fez parte... também os dízimos se constituem para o sustento dos mais necessitados, órfãos e viúvas, e não para um imperialismo clérigo, de tanto, que há até a observação: "A religião pura e imaculada para com Deus, o Pai, é esta: Visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações, e guardar-se da corrupção do mundo." (Tiago 1: 27), lembremos que há o acrescento de guardar-se puro, santo. Ou seja, fiel a Jesus.
Portanto, se Jesus pede o “nosso bolso”, é com o bolso que glorificaremos a Jesus, porém, não estaremos isentos do demais, como se pudéssemos comprar a Deus. Então, se já for um peso contribuir com os evangelistas, por mais será fazer aquilo que o evangelho nos designa, que é entregar a nossa vida para Jesus, confiando em seu amor, o que nos faz amar também e por gratidão. No entanto, se queremos apenas o favor de Jesus, então não é a Jesus que queremos, mas, assim como os poderosos exploram o povo, procuramos explorar a Jesus, e caímos naquela teia que declara Paulo: "Mas os que querem ser ricos caem em tentação, e em laço, e em muitas concupiscências loucas e nocivas, que submergem os homens na perdição e ruína. Porque o amor ao dinheiro é a raiz de toda a espécie de males; e nessa cobiça alguns se desviaram da fé, e se traspassaram a si mesmos com muitas dores." (2ª Timóteo 6: 9-10).
O que nos explicita sim que o Evangelho, consiste em caridade, em solidariedade, e abnegação em prol da salvação dos nossos amados, o que deixa claro que o egoísmo, no sentido de reter para si, não ganha espaço no conhecimento das profundezas de Deus, de Sua ciência e mistérios, contanto, que nem o conhecimento pode ser “guardado” para nós próprios, ao que Paulo também anuncia: "Porque, se anuncio o evangelho, não tenho de que me gloriar, pois me é imposta essa obrigação; e ai de mim, se não anunciar o evangelho!" (1ª Coríntios 9: 16), o que nos traz obviamente uma responsabilidade de contribuir com a vontade de Deus: "Que quer que todos os homens se salvem, e venham ao conhecimento da verdade." (1ª Timóteo 2: 4), portanto, tens tu retido “a patente” daquilo que deveria motivar aos demais?

Atualmente, vivemos na Era da informação, onde o conhecimento é poder! Portanto, a informação que Deus nos concede e escondemos, é o talento que Ele cobrará das nossas mãos, se escondemos, ou, se fizemos prosperar, gerando fruto no Reino. Se “roubamos de Deus”?! Ou, se investimos em Deus, aplicando-o na edificação de nosso próximo, fica a pergunta: O que estas fazendo com o que Deus lhe confiou? Pense. Amém. 

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