“E, passando Jesus, viu um homem cego de nascença. E os seus discípulos
lhe perguntaram, dizendo: Rabi, quem pecou, este ou seus pais, para que
nascesse cego? Jesus respondeu: Nem ele pecou nem seus pais; mas foi
assim para que se manifestem nele as obras de Deus.” (João 9: 1-3)... "Disse-lhe Jesus: Não te hei dito que,
se creres, verás a glória de Deus?" (João 11: 40)... “E
respondeu-lhe Pedro, e disse: Senhor, se és tu, manda-me ir ter contigo por
cima das águas. E ele disse: Vem. E Pedro, descendo do barco, andou sobre as
águas para ir ter com Jesus. Mas, sentindo o vento forte, teve medo; e,
começando a ir para o fundo, clamou, dizendo: Senhor, salva-me! E logo Jesus,
estendendo a mão, segurou-o, e disse-lhe: Homem de pouca fé, por que
duvidaste?” (Mateus 14: 28-31)... "Porque aquilo que temia me sobreveio; e o que receava me
aconteceu." (Jó 3: 25).
Lhe
confesso que eu sempre tive um certo problema com receio! Mas um receio tão
perseguidor, que por muitas vezes, mesmo vendo, tocando, e sentindo, minha fé
falhava ao ponto de eu ver tudo desmoronar na minha incredulidade. Será que
Deus vai querer uma pessoa como eu lá no Céu? Ou mesmo estando no Céu, cairei
como um relâmpago feito Satanás?! Que pecado que cometi, ou meus pais cometeram
para que eu nascesse assim?
Vimos
acima, que somos como somos para que se manifeste em nós as obras de Deus, ou,
a Sua glória! E ao que eu pude perceber, Pedro, a rocha da Igreja, também não
era uma pessoa assim tão segura para que viesse a ser assim tão tremendamente
vitorioso... nessas horas, penso: “Existe um botão de piloto automático no
Reino de Deus então?” Para que tudo funcione em segurança mesmo com todos nós sendo
falhos?
A resposta
está no seguinte: "Por amor de mim,
por amor de mim o farei, porque, como seria profanado o meu nome? E a minha
glória não a darei a outrem." (Isaías 48: 11), ou seja, temos um Deus
tão tremendo, mas tão tremendo, que Ele mesmo toma a frente e faz por nós,
tanto que ainda podemos ler mais: “E não
quereis vir a mim para terdes vida. Eu não recebo glória dos homens; mas
bem vos conheço, que não tendes em vós o amor de Deus.” (João 5: 40-42). Ou
seja, nosso mérito consiste em “permitir que a luz brilhe”, aceitando o amor de
Deus, e não na nossa perfeição. Mas que é ter o amor de Deus que senão ser
apaixonado por Jesus? E loucamente clamar por Sua companhia? Quando fica óbvio:
"E toda a língua confesse que Jesus
Cristo é o SENHOR, para glória de Deus Pai." (Filipenses 2: 11),
então, que nos resta que senão exaltar a Jesus??
Se Jesus é
a nossa esperança, e n’Ele vemos e experimentamos glórias, por que será que essa
glória é tão inconstante? Seria culpa nossa? De prova que temos de nos
alimentar constantemente, pois uma vez só não chega, senão morreríamos de
fraqueza, não lhe parece que Deus está numa missão impossível tentando resgatar
“pra glória”, pessoas que a derrubam com as próprias mãos? Isso é o plano de
Deus? Pois de repente, alguém que crê num futuro melhor, é taxado de infantil e
fanático? Fora da realidade? Ou até, esquizofrênico?? Quando podemos ler: "O qual, em esperança, creu
contra a esperança, tanto que ele tornou-se pai de muitas nações, conforme
o que lhe fora dito: Assim será a tua descendência." (Romanos 4: 18),
ou seja, Abraão só pode ter sido um doido em confiar que Deus lhe daria um
filho em plena velhice, acreditando contra a evidência...
Nós mesmos,
por muitas vezes, mesmo vendo Deus fazer coisas maravilhosas renovando a vida a
cada dia a dia, pois Ele mesmo declara: "E
o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as
coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e
fiéis." (Apocalipse 21: 5), mesmo vendo o poder e o amor de Deus,
achamos que Deus está limitado a nós, como que se não adiantasse acreditar que
Ele sabe o que faz quando nos promete algo que por nós próprios parece loucura
em nossa lógica comum, mas será que podemos mandar em Deus? Ou não é isso que
fazemos quando rejeitamos a Sua bênção?! Deus está agora renovando a tua vida!
Você aceita? Amém.
Nenhum comentário:
Postar um comentário