Confesso que me impressiona até hoje,
quando me vem à recordação, uma frase dita por meu finado avô materno Oswaldo,
quando no dia e na emoção de ver pela primeira vez a sua bisneta Nicole Raquel,
minha sobrinha, alguns dias após o seu nascimento, quando ele “soltou a
pérola”: “SIE HAT JA AUF SEIN ZEIT FÜR WACHSEN”, (o que significa mais ou menos
isso: “Pois’ é; ela também tem seu tempo
para poder crescer”).
Em tempos de correria, pressa,
competição econômica e tecnológica, onde todos querem ser o primeiro, aquele
que está à frente, conseguimos confiar no tempo e em Deus, de que há muito pela
frente ainda a ser trilhado para progredirmos e nos desenvolvermos? Ou já
estamos no “espírito de Satanás”, loucos e desesperados, acreditando que pouco
tempo nos resta? E que Jesus está às portas, ansioso e loco para voltar e
buscar a Sua Igreja, antes que todos se percam? Por acaso, “é essa esperança,
ou melhor, é esse desespero que você sente e tem quanto ao Evangelho”?
Como disse meu querido e finado avô
ao ver aquela “luz da recém nascida”, que ela teria uma longa vida pela frente
para se desenvolver, temos nós nos lembrado dos “pequeninos” quando vamos para
o nosso grosseiro dia a dia? E do futuro deles? Quando Jesus mesmo disse: "E, lançando mão de um menino, pô-lo no
meio deles e, tomando-o nos seus braços, disse-lhes: Qualquer que receber um destes meninos em meu nome, a mim me recebe;
e qualquer que a mim me receber, recebe, não a mim, mas ao que me enviou."
(Marcos 9: 36-37).
Qual é a sua crença quanto ao futuro?
Há esperança para os seus netos? Bisnetos? Tataranetos? Ou o mundo vai acabar
amanhã? E você está até já ajudando e louco para que tudo seja destruído agora
mesmo? Pense: se teus pais tivessem dito que nem iriam ter filhos, pois
achassem que trazê-los ao mundo seria só para aumentar o sofrimento, como você
poderia ter esperança de vida eterna? Se você provavelmente nem existiria? Como
você poderia experimentar virtudes de obras de pessoas de fé que acreditaram no
gênero humano e se desenvolveram para ter o que à oferecer às gerações
vindouras?
Sabemos, que Jesus virá como ladrão!
Porém, isso justificaria a atitude de cruzar os braços e chutar o balde de
lágrimas daqueles que semeiam angustiando suas almas com o mal e a indiferença daqueles
que estão estragando a esperança dos humildes em dias atuais! Se, Jesus, em
hora inoportuna, de descuido, vier? Isso, por acaso justificaria nem vigiar, ou,
nem trabalhar pelo reino dos Céus, já que a perdição é “quase certa”, haveria
assim alguma desculpa diante do trono do Juízo Final? Se Paulo declarou: "E por que não dizemos (como somos
blasfemados, e como alguns dizem que dizemos): Façamos males, para que venham bens? A condenação desses é justa." (Romanos 3: 8).
Eu tenho por mim, que Jesus só
voltará para aqueles que estiverem “trabalhando”, lutando para que o reino de
Deus já seja agora uma realidade, investindo nas pessoas, e acreditando naquilo
que oram: "Venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como
no céu;" (Mateus 6: 10). A prova do que digo, está naquele momento
em que “o menino” Jesus nasceu e entre aqueles que estudavam as profecias,
somente os estrangeiros (três reis magos), e símplices trabalhadores da noite
(os pastores que estavam cuidando de ovelhas no deserto), ficaram sabendo da
boa-nova de que o Rei eterno havia vido ao mundo, e estava numa fedorenta
manjedoura, pois “não havia lugar” nas pousadas dos ilustres na cidade!
Você já pensou em qual é a sua
esperança para a humanidade? Para os pequeninos? “SIE HAT JA AUF SEIN ZEIT FÜR
WACHSEN”, SIM! AINDA HÁ TEMPO. E teus projetos não ficarão incompletos.
Amém.

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